Leonardo Souza
Prof. da Universidade Federal de Viçosa, campus Florestal
Quero começar este texto propondo um experimento: imagine você em algum lugar do planeta Terra, no ano de 350 antes de Cristo aproximadamente (2360 anos atrás...). Você acorda, toma sua água, come seu alimento, e vai passear do lado de fora de sua casa (era um feriado e você não tinha que trabalhar). Daí, sendo uma pessoa bem inteligente, você se pergunta: “O Sol, aquela coisa quente lá em cima, todos os dias nasce daquele lado e se põe daquele outro lado. Por que isto acontece?” Não tente imaginar a resposta com seu pensamento de hoje. Você não concorda que seria muito mais fácil pensar que a Terra está parada, e que o Sol (e demais astros) giram em torno de nós?
Agora vamos nos imaginar em um dia de serviço, não é mais feriado. Porém, você é um (ou uma) cientista daquela época. Antes de continuar, vou definir o que eu considero um (ou uma) cientista: é uma pessoa que estuda os fenômenos da natureza, procura descrevê-los matematicamente [1] segundo uma teoria e/ou um modelo e esta teoria ou modelo tem que ser capaz de prever resultados futuros (dentro do limite de atuação de cada teoria ou modelo). Continuando... Sendo um(a) cientista você agora quer descrever como os astros (Sol, Mércurio, Lua, Marte, Júpiter, Vênus e estrelas) se movem em torno da Terra, pois esta é a observação feita a respeito da Natureza por você. Mas, para descrever matematicamente os fenômenos você precisa ou de ter a matemática a seu dispor, ou construir a matemática necessária, correto? E agora José?