Mostrando postagens com marcador júpiter. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador júpiter. Mostrar todas as postagens

20 de jun. de 2016

XIV Astronomia no Parque - Parceria entre Astronomia no Vale do Aço e Parque da Ciência


Nos dias 14, 15 e 16 de junho, o Astronomia no Vale do Aço, em parceria com o Parque da Ciência, da Prefeitura Municipal de Ipatinga, participou do evento "Astronomia no Parque".

O evento contou com observações astronômicas dos planetas Júpiter, Saturno e Marte, além de observação da Lua, em quatro telescópios distribuídos no pátio do Parque da Ciência, anexo do Parque Ipanema, em Ipatinga. As sessões de observação contaram com a presença de alunos de escolas da região e pessoas da comunidade em geral.

Os alunos visitantes também participaram de palestras e oficinas ministradas pelos professores do CEFET-MG Leonardo Gabriel e Sidney Maia, do campus de Belo Horizonte, e Weber Feu, do campus de Timóteo.

Abaixo algumas fotos do evento, capturadas por Warley Souza, monitor do Astronomia do Vale do Aço.


24 de ago. de 2015

Desvendada a lei matemática dos anéis de Saturno

Imagem 1: Concepção artística das partículas dos anéis de Saturno. Fonte: Centro do Universo.
Os grandiosos anéis de Saturno são formados por partículas de gelo que variam no tamanho de alguns centímetros a cerca de 10 metros e provavelmente são resultados de um grande impacto cósmico em um passado distante. Mas, no nosso Sistema Solar, Saturno não é o único com essas características. Além dele, Júpiter, Urano e Netuno e alguns asteroides como Chariklo e Chiron também possuem anéis. Certamente, anéis planetários também são encontrados em corpos além do Sistema Solar.
Imagem 2: Ilustração dos anéis de Saturno. Fonte: Solar System.
A abundância de partículas de diferentes tamanhos segue com precisão a lei matemática dos cubos inversos, onde partículas de 2 metros de diâmetro são oito vezes menos abundante que as partículas de 1 metro, a abundância de partículas de 3 metros é 27 vezes menor, e assim sucessivamente. Essa premissa é válida para tamanhos de cerca de 10 metros, para tamanhos maiores existe uma redução abrupta na abundância das partículas.
A forma como as partículas nos anéis se agrupam era um mistério até agora para os cientistas.
Uma equipe de pesquisadores da Universidade de Leicester estudou a distribuição dos anéis de Saturno e acreditam que a mesma regra seja universal e se aplica a todos os anéis planetários que possuem partículas de natureza similar.
Os cientistas do estudo descobriram que ao longo do tempo as pequenas partículas nos anéis se fundem ao colidirem lentamente formando partículas maiores. as grandes partículas têm maior chance de colidirem em alta velocidade, o que as destruiria em vez de se fundirem, com probabilidade de cerca de 1 em cada 10.000.
Esses constantes choques são responsáveis pela distribuição dos tamanhos das partículas nos anéis. A evidência desse modelo foi apoiada por dados das sondas Cassini e Voyager.

Fonte: IFLScience

28 de abr. de 2015

Os planetas do Sistema Solar - Júpiter

Quinto planeta a partir do Sol, o gigante Júpiter tem a massa cerca de 2,5 vezes a soma da massa de todos os planetas do Sistema Solar combinados. É o planeta com maior número de satélites e possui um exagerado campo magnético. 

O gigante de gás: a superfície visível de Júpiter é marcada por faixas coloridas, nuvens e tempestades.

Júpiter para os romanos, Zeus para os gregos; considerado o Pai dos deuses e dos homens, essa foi a inspiração para o nome do maior planeta do Sistema Solar. 

A exploração de Júpiter só teve início na década de 1970, com a nave Pioneer 10, a primeira a voar além da órbita de Marte sobrevivendo à intensa radiação que cerca o planeta gigante. Até hoje, 8 missões foram realizadas para investigá-lo. 


Estrutura 

Junto com Saturno, Urano e Netuno, Júpiter forma o grupo dos planetas gasosos do Sistema Solar. Júpiter é composto principalmente por hidrogênio e hélio, o hidrogênio é gasoso na camada mais externa que possui cerca de 1.000 quilômetros de altura. Sua atmosfera e seu estado mudam com a profundidade, à medida que a densidade, pressão e temperatura se elevam. 

A estrutura interna do planeta é dividida em camadas, mas sem limites rígidos entre elas. Seu núcleo é sólido e tem cerca de 10 vezes a massa da Terra. Em volta do núcleo está o manto, formado primariamente por hidrogênio metálico denso, que estende-se até 78% do raio do planeta. Acima do manto localiza-se uma camada de hidrogênio e hélio líquidos. 


Órbita 

O eixo de Júpiter é quase perpendicular à sua rota, com inclinação de apenas 3,1°. Sua rotação é a mais rápida dentre os planetas do Sistema Solar, com dias de 9,93 horas terrestres e translação com duração de 11,86 anos terrestres. 


Clima 

Tempestade em Júpiter:
Grande Mancha Vermelha
A rápida rotação do planeta e o intenso calor do seu interior perturbam a atmosfera gerando  fortes tempestades e furacões que podem durar anos. Compostos de hidrogênio condensam formando nuvens coloridas que se distribuem em faixas em torno do planeta. As faixas mais claras são zonas de gás em ascensão e as faixas escuras são cinturões de gás em queda. 

A marca registrada de Júpiter é uma enorme tempestade conhecida como Grande Mancha Vermelha observada cerca de 300 anos atrás. Essa tempestade muda sempre de tamanho, forma e cor, atualmente seu diâmetro é 16.1 mil quilômetros, muito menor se comparado aos estimados 80 mil quilômetros (cerca de 3 vezes o diâmetro do nosso planeta) em 1880. 

Satélites e anéis 

Campeão em números de satélites naturais, Júpiter tem 67 luas, 50 conhecidas e 17 luas aguardando a confirmação de sua descoberta. As quatro maiores luas de Júpiter são chamadas de satélites galileanos, em homenagem à Galileu Galilei, que apesar de não ter sido o primeiro a observar, foi o primeiro a publicar as observações em 1610. 

Ilustração de Júpiter e os satélites de Galileu: Io, Europa, Ganimedes e Calisto, mundos totalmente distintos. 

Ganimedes é o maior satélite do Sistema Solar com 5.2662 quilômetros de diâmetro, sua crosta gelada tem áreas contrastantes escuras e claras, é a única lua conhecida por ter seu próprio campo magnético gerado internamente. Io é o corpo mais vulcânico do Sistema Solar, sua superfície é sempre renovada por erupções de centenas de vulcões e fissuras. Calisto é uma bola de gelo e rocha com superfície plana. Europa é um pouco menor que a nossa Lua, é o menor dos galileanos, tem uma fina camada de de gelo e água que pode abrigar vida, sua superfície é marcada pela crosta que se quebrou e flutua sobre o gelo. 

A maioria das outras luas são pequenas, com formatos irregulares e orbitam longe do planeta, possivelmente são fragmentos de asteroides. 

Seus anéis nem se comparam aos de Saturno, são estruturas empoeiradas e tênues descobertas apenas em 1970 por uma nave enviada à Júpiter. Provavelmente foram criados pelo pó jogado fora por impactos em pequenas luas. 


Campo magnético 

Foto do Telescópio espacial Hubble.
Aur
ora no planeta Júpiter .
Correntes elétricas na camada de hidrogênio metálico do planeta geram um campo magnético cerca de 20 mil vezes mais forte que o da Terra. Um cinturão de radiação rodeia o planeta, partículas de vento solar são impelidas para a atmosfera em torno dos polos magnéticos que interagem com os gases gerando auroras.  

A imagem ao lado mostra a aurora produzida pelo campo magnético de Júpiter centrada no polo magnético norte do planeta.


Observação 

As maiores Luas de Júpiter
vistas do telescópio 
Meade LX200.
A abundância de hidrogênio dá a Júpiter uma composição mais parecida com o Sol que os demais planetas. Se tivesse cerca de 50% mais de hidrogênio, provavelmente seria uma estrela, mas o planeta não cresce o suficiente para inflamar.  

A distância do planeta Júpiter à Terra é mais que 4 vezes a distância do nosso planeta ao Sol. Mesmo assim, é possível ver a olho nu o planeta que perece uma estrela no céu, na maior parte do tempo é o segundo planeta mais brilhante depois de Vênus. É visível durante toda a noite, levanta-se ao pôr do sol e se põe ao nascer. 


Fontes: Sistema Solar,  WikipediaCiencia-CulturaLivro: Guia Ilustrado Zahar Astronomia (Ian Ridpath).

8 de dez. de 2014

10 importantes descobertas na Astronomia

10. O Movimento das Estrelas e Planetas


Para entender melhor o movimento das estrelas e dos planetas é preciso voltar milhares de anos, onde as descobertas dos povos babilônico, egípcio, grego, indiano, chinês, maia e persa foram fundamentais. A constatação de que as estrelas no céu seguem um plano fixo com padrões previsíveis, junto com a descoberta de que planetas seguem seus próprios caminhos, são os dois conceitos mais básicos e fundamentais que constituem a base da astronomia moderna. 







9. O modelo heliocêntrico


Os astrônomos tinham especulado sobre o heliocentrismo (a ideia de que a Terra gira em torno do Sol, e não o contrário) desde os tempos antigos. Mas em 1543 Copérnico foi a primeira pessoa a realmente demonstrar a matemática por trás da ideia de provar que era um conceito viável. Demorou um pouco para o modelo de Copérnico tornar-se universalmente aceito. Uma vez que finalmente pegou, formou a base de uma revolução científica, pois eliminou muitos dos problemas causados pelo modelo geocêntrico.






8. Leis de Kepler


No século XV, o astrônomo alemão Johannes Kepler disse ao mundo que planetas se moviam em torno do Sol em rotas elípticas, e não em círculos perfeitos como comumente se acreditava. O movimento elíptico significa que a distância entre o Sol e qualquer planeta se altera ao longo do tempo. Tendo em vista que o movimento de translação de um planeta é equivalente ao tempo que este demora para percorrer uma volta em torno do Sol, é fácil concluirmos que, quanto mais longe o planeta estiver do Sol, mais longo será seu período de translação e, em consequência disso, maior será o "seu ano". Graças as leis de Kepler, os astrônomos foram capazes de prever o movimento dos planetas com uma precisão muito maior do que antes.



7. As Luas de Júpiter


Galileu, sem dúvida um dos cientistas mais importantes da humanidade, descobriu em 1610 quatro luas orbitando Júpiter. Elas foram as primeiras luas de outro planeta a serem vistas, tornando essa descoberta um marco na astronomia. 











6. Mapa de Herschel


De 1780 a 1834, o fabricante de telescópio William Herschel e sua irmã Caroline mapearam sistematicamente os céus, catalogando milhares de estrelas e nebulosas no processo. Eles também descobriram Urano. O mapa de Herschel era extremamente importante, porque revelava a forma e o tamanho da galáxia Via Láctea. 









5. A Teoria da Relatividade


Em 1915, Albert Einstein propôs a teoria da relatividade geral, um complemento da teoria da relatividade restrita, proposta em 1905, também por ele. Resumindo, a teoria afirma que a massa pode deformar o espaço e o tempo, o que permite entender o porquê de grandes massas, como as das estrelas, alterarem a trajetória da luz. Einstein argumentou que o movimento era relativo, e que o conceito de tempo depende da velocidade. Esta nova forma de pensar foi usada para explicar vários problemas astronômicos que haviam sido impossíveis de resolver com os métodos de Newton, e deu aos astrônomos novas formas de teorizar sobre como o universo funciona.


4. O Universo em Expansão


Edwin Hubble deu ao mundo da astronomia uma explosão de conhecimentos entre 1924 e 1929. Ele não só foi o primeiro a descobrir outras galáxias mas, seguindo seus movimentos, ficou sabendo que elas estão se afastando de nós (e as que estão mais longe movendo mais rápido). Essa foi a primeira prova que tivemos de que o universo está se expandindo (e também o ponto de partida da teoria do Big Bang). A descoberta de Hubble mudou nossa concepção do tamanho do universo e provou que o espaço era muito maior que imaginávamos.


 3. Radioastronomia


A radioastronomia ainda é importante hoje, graças a uma descoberta feita por Karl Jansky, em 1931. Seus experimentos com ondas de rádio o levaram a encontrar sinais provenientes do centro da galáxia e, como resultado, ele é considerado o pai da radioastronomia. Os cientistas que o seguiram descobriram que existem todos os tipos de ondas de rádio que chegam até nós a partir do espaço e as fontes de maioria delas são objetos celestes que não podem ser vistos com outros métodos. A radioastronomia logo se transformou em um enorme campo que tem sido responsável pela descoberta de muitas estrelas e galáxias, bem como novas classes de objetos como quasares e pulsares. 


2. Radiação Cósmica de Fundo em Microondas


Arno Penzias e Robert Wilson descobriram a radiação cósmica de fundo na faixa de microondas em 1964. CMBR (acrônimo para Cosmic Microwave Background Radiation) é um tipo de radiação que está presente em quantidades muito pequenas (daí o termo de fundo) e acredita-se ser sobra de quando o universo estava em um estágio muito inicial de crescimento. CMBR ofereceu mais provas em apoio à teoria do Big Bang. A ideia é que essa radiação tem estado presente desde o Big Bang e se espalha para fora quando o Universo se expande. 


1. Planetas extrassolares


Um planeta extrassolar é aquele que está fora do nosso sistema solar. Os astrônomos acreditaram na sua existência por um longo, longo tempo. No entanto, só recentemente as ferramentas para detectar um tornaram-se disponíveis. Então, em 1995, os astrônomos suíços Didier Queloz e Michel Mayor descobriram um planeta na constelação de Pegasus. Os recursos para estudar este tipo de planeta ainda são pequenos, mas a descoberta deles tem servido para levar as pesquisas planetárias a dimensões muito maiores.




----
Baseado no texto de Mark Hill para o TopTenz.

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...