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6 de mai. de 2015

Descobertos dois novos exoplanetas mais pesados do que a Terra

Exoplanetas
BJ Fulton e Karen Teramura, Instituto de Astronomia da Universidade do Havaí
Dois novos exoplanetas mais pesados do que a Terra foram descobertos orbitando uma estrela próxima ao nosso planeta, chamada HD 7924.
As Super-Terras foram apelidadas de HD 7924c e HD 7924d, e possuem massas cerca de 7,9 e 6,4 vezes maiores do que a Terra, respectivamente, de acordo com pesquisadores. Outra Super-Terra, chamada HD 7924b, já havia sido descoberta em 2009. HD 7924b,HD 7924c e HD 7924d completam suas órbitas em 5, 15 e 24 dias, e orbitam sua estrela a uma distância menor do que a entre Mercúrio e o Sol.
“Os três planetas são diferentes de tudo em nosso sistema solar, com massas de sete a oito vezes maiores do que a massa da Terra e órbitas que os levam muito próximos de sua estrela-mãe", disse Lauren Weiss, coautor do estudo e estudante de graduação na Universidade da Califórnia, em comunicado.
O time de pesquisadores descobriu os novos planetas utilizando três telescópios diferentes – oAutomated Planet Finder (APF), o Keck Observatory e o Automatic Photometric Telescope (APT). Com as informações dos três aparelhos, a equipe detectou oscilações na estrela HD 7924, causadas pela atração gravitacional entre os dois planetas.
Segundo os pesquisadores, toda a observação feita pelo APF foi robotizada. "Nós inicialmente utilizamos o APF como um telescópio regular, que fica a noite toda rastreando estrela por estrela. Mas a ideia de deixar um computador tomar o turno da noite era mais atraente depois de meses de pouco sono. Então nós desenvolvemos um software para nos substituir com um robô”, disse BJ Fulton, estudante de graduação da Universidade do Havaí.
As observações do APF, do APT e do Keck Observatory foram úteis para descartar outras explicações. "Manchas estelares, como manchas solares no sol, podem momentaneamente imitar os sinais de pequenos planetas. Observações repetidas ao longo de muitos anos nos permitiram diferenciar os sinais de manchas estelares dos sinais desses novos planetas”, disse Evan Sinukoff, estudante graduado da Universidade do Havaí que contribuiu para a descoberta.

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Reproduzido integralmente de info.abril.com.br. Texto de Karen Carneti.

5 de mar. de 2015

Quem nunca pensou em viajar pelo universo?


Enquanto o turismo espacial não está ao nosso alcance, podemos nos aventurar pelo universo com o auxílio de algumas ferramentas gráficas online, que podem proporcionar o gostinho de uma possível viagem pelo espaço. Vamos conferir?

1. Atlas 3D
Astrofísicos do Museu Americano de História Natural Hayden Planetarium, incorporam dados de dezenas de organizações em todo o mundo para criar o atlas 3D mais completo e preciso do universo. A viagem inicia com a vista do Himalaia, atravessa a atmosfera e passeia pelas órbitas dos planetas da nossa galáxia. Os objetos estão retratados em escala e precisamente posicionados. Para conferir a animação. Assista o vídeo abaixo:



2. Distância entre a Terra e Marte
Para representar a distância entre nosso planeta Terra a Marte, o designer David Paliwoda representou em um infográfico esse percurso representando a distância em pixels. Para ter a ideia dessa distância, clique na imagem abaixo para percorrer a aplicação.



3. 100.000 Estrelas
A próxima animação é do site 100.000 Stars criado para o navegador Google Chome. O site mostra a real localização de mais de 100.000 estrelas próximas. A viagem inicia no Sol e percorre nossa galáxia. Durante o tour, a aplicação informa as distâncias em anos luz percorridas. Para realizar essa viagem, clique na imagem abaixo: 




 4. Escala do universo

A quarta animação, compara diferentes tamanhos de alguns elementos do universo. Na mesma escala, o infográfico retrata desde o comprimento de Planck (1,6 × 10−35  m) até a região “Hubble Ultra Deep Field”, onde estima-se que existam mais de 10.000 galáxias.




Vocês já conheciam essas ferramentas?
Qual acharam mais interessante?

Até a próxima, pessoal!

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Fonte: Museu Americano de História NaturalSuper InteressanteDistância a MarteNews Game100.000 Stars

27 de fev. de 2015

Encontrado primeiro par de estrelas que se fundem destinadas a se tornarem supernova

A impressão deste artista mostra a parte central da nebulosa planetária Henize 2-428. O núcleo desse objeto único consiste em duas estrelas anãs brancas, cada uma com uma massa um pouco menor que a do Sol. Espera-se que elas se aproximem lentamente e fundem-se em torno de 700 milhões de anos. Este evento irá criar uma deslumbrante supernova e destruir ambas as estrelas.

 Astrônomos usando as instalações da European Southern Observatory’s (ESO), em combinação com telescópios nas Ilhas Canárias, identificaram duas estrelas surpreendentemente maciças no centro da nebulosa planetária Henize 2-428. Como elas orbitam entre si, espera-se que as duas estrelas cheguem lentamente cada vez mais perto, e quando elas se fundirem, há cerca de 700 milhões de anos, irão conter material suficiente para acender uma vasta explosão de supernova.

A equipe de astrônomos, liderada por Miguel Santander-García do Observatório Astronômico Nacional, Alcalá de Henares, Espanha, descobriu um par próximo de estrelas anãs brancas - minúsculos restos estelares extremamente densos - que têm uma massa total de cerca de 1,8 vezes a do Sol. Este é o mais maciço par ainda encontrado, e quando estas duas estrelas se fundirem no futuro, elas vão criar uma explosão termonuclear desertora levando a um tipo de supernova.

A equipe que encontrou este enorme par partiu para tentar resolver um problema diferente. Eles queriam descobrir como algumas estrelas são capazes de produzir tais nebulosas de forma estranha e assimétrica em suas vidas. Um dos objetos que eles estudaram era a nebulosa planetária incomum conhecida como Henize 2-428.

"Quando nós olhamos a estrela central deste objeto com o Very Large Telescope (VLT) da ESO, encontramos não apenas um, mas um par de estrelas no centro desta nuvem brilhante estranhamente torta", disse Henri Boffin da ESO.

Isso reforça a teoria de que as estrelas centrais duplas podem explicar as formas estranhas de algumas dessas nebulosas, mas um resultado ainda mais interessante estava por vir.

"As observações feitas com telescópios nas Ilhas Canárias nos permitiu determinar a órbita de duas estrelas e deduzir tanto as massas das duas estrelas como sua separação. Foi quando a maior surpresa foi revelada ", disse Romano Corradi, do Instituto de Astrofísica de Canárias em Tenerife.

Eles descobriram que cada uma das estrelas tem uma massa ligeiramente menor do que a do Sol e que orbitam-se de quatro em quatro horas. Elas são relativamente próximas uma da outra e, de acordo com a teoria geral da relatividade de Einstein, vão se tornar mais e mais próximas, em espiral, devido à emissão de ondas gravitacionais, antes de eventualmente se fundirem em uma única estrela dentro dos próximos 700 milhões de anos.

A estrela resultante será tão grande que nada pode impedi-la de entrar em colapso sobre si mesma e, posteriormente, de explodir como uma supernova. "Até agora, a formação de supernovas pela fusão de duas anãs brancas era puramente teórica", disse David Jones da ESO. "O par de estrelas em Henize 2-428 é a coisa real!"

"É um sistema extremamente enigmático", disse Santander-García. "Ele vai ter repercussões importantes para o estudo do tipo de supernovas, que são amplamente utilizadas para medir distâncias astronômicas e foram fundamentais para a descoberta de que a expansão do universo está acelerando devido à energia escura."


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Fonte: Astronomy.com





29 de out. de 2014

20 curiosidades sobre GALÁXIAS

Na imagem, galáxias se colidindo NGC 4038 e 4039.
B. Whitemore/NASA, ESA and the Hubble Heritage Team (STSC/AURA)-ESA/Hubble Collaboration
1. O filósofo Immanuel Kant, no século XVIII, foi o primeiro a teorizar que a Via Láctea não era a única galáxia no universo. Ele cunhou o termo “universo ilha” para descrever a galáxia.
2. Os astrônomos estimam hoje que haja cerca de 100 bilhões de galáxias no universo observável.
3. Um dos primeiros usos do nome Via Láctea em inglês foi no poema “A Casa da Fama” de Chaucer, no século XIV. Ele comparou a galáxia a uma rodovia celestial.
4. Ainda falando sobre rodovias, devido à expansão do universo, as galáxias estão se afastando da nossa. As galáxias mais distantes estão se afastando muito mais rápido que as galáxias mais próximas da Via Láctea.
5. Algumas das galáxias se afastando da Via Láctea são elipsoidais, como bolas de futebol americano. As galáxias também podem ser finas e planas, com braços tentáculos, assim como a Via Láctea.
6. As galáxias pode ter formas irregulares também, incluindo muitas galáxias anãs. Essas galáxias, as menores do universo, contêm apenas algumas centenas ou poucos milhares de estrelas (comparadas às 100 bilhões de estrelas na Via Láctea).
7. Você frequentemente encontrará galáxias anãs agrupadas ao redor de galáxias maiores.
8. Galáxias anãs frequentemente perdem suas estrelas para suas vizinhas maiores por causa da gravidade. Com o afastamento das estrelas pelo céu, as galáxias menores são desfeitas. Infelizmente isso não pode ser visto a olho nu.
9. Você também não pode ver o enorme buraco negro escondendo-se no centro da Via Láctea, apesar de você estar olhando para a direção certa. Segundo os cálculos feitos, o buraco negro fica na direção da constelação de Sagitário.
10.  A maioria das galáxias têm buracos negros em seus centros, e os astrônomos sugerem que sua massa seja cerca de 1/1000 da massa de sua galáxia hospedeira.
11. Duas das galáxias mais próximas da Via Láctea – a Pequena e a Grande Nuvem Magelânica – podem não ter buracos negros. Ou, devido ao fato de ambas serem galáxias de baixa massa, seus buracos negros podem ser muito pequenos para serem detectados.
12. Toda galáxia tem poeira. Produzida pelas estrelas, a poeira faz com que a luz pareça mais vermelha do que realmente é quando observada, o que pode dificultar para os astrônomos o estudo das propriedades das estrelas.
13. Essa poeira pode viajar também. Algumas galáxias conduzem ventos galácticos, expelindo poeira e gás a centenas de quilômetros por segundo para o meio intergaláctico, o espaço entre as galáxias.
14. Esses ventos são causados pela pressão que a luz das estrelas exerce sobre a poeira e o gás; os ventos galácticos mais velozes estão em galáxias mais distantes da nossa, que estão formando estrelas mais rápido que a Via Láctea.
15. A Via Láctea gira a cerca de 250 quilômetros por segundo (cerca de 560.000mph). Uma volta completa dura cerca de 200 milhões de anos.
16. Num ciclo galático atrás, os dinossauros dominavam a Terra.
17. As galáxias giram mais rápido do que o previsto baseado na gravidade de suas estrelas. Os astrônomos supõem que essa força gravitacional extra venha da matéria escura, que não emite ou reflete luz.
18. Se as estrelas dentro de cada galáxia fossem reduzidas ao tamanho de uma laranja, por exemplo, elas estariam cerca de de 4.800 quilômetros distantes uma da outra.
19. Se as galáxias, por sua vez, fossem reduzidas ao tamanho de uma maçã, suas galáxias vizinhas estariam a uma distância de poucos metro. A proximidade relativa das galáxias significa que elas, ocasionalmente, se mesclam.
20. Daqui a 4 bilhões de anos, a Via Láctea irá se fundir com a galáxia de Andrômeda. O resultado desse processo, que vai durar pelo menos algumas centenas de milhões de anos, será uma nova galáxia com formato elipsoidal, já apelidada de “Lactomeda” (“Milkomeda” em inglês).

Tradução livre do artigo de Katherine Kornei, publicado na revista Discover em 02/10,2014. Todos os direitos reservados ao autor. Link direto para a reportagem (em inglês): clique aqui
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