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24 de abr. de 2015

Parabéns, Hubble!

Hoje o telescópio Hubble completa 25 anos desde seu lançamento, em  24 de abril de 1990. Poucos anos de vida se compararmos à época em que a idéia de lançar um foguete com um telescópio para fora da Terra começou a ser proposta, mas quanta história para contar!

Acompanhe essa "viagem no tempo" com a gente!
  
Ultra Deep Field: A imagem  enviada por Hubble contém uma
 estimativa de 10.000 galáxias

Na tentativa de evitar interferência da atmosfera terrestre nas imagens,  em 1923 o alemão Hermann Oberth (conhecido como um dos pais dos foguetes modernos) lançou a ideia de levar um telescópio pra fora da atmosfera. A partir daí, embora o trabalho de Oberth não tenha sido bem aceito e considerado "muito utópico", novos estudos foram surgindo em torno da questão. Somente 1971 a NASA abraçou esse projeto, aprovando realização de estudos de viabilidade de um telescópio espacial

Com o alto orçamento estimado, seria difícil conseguir financiamento. Foi aí que a Organização Europeia de Investigação Espacial (ESRO), que viria a ser a Agência Espacial Europeia (ESA), entrou no projeto. Com essa parceria, o custo total do telescópio baixou para US $ 200 milhões, cerca de metade do valor estimado inicialmente. Em 1977 o Congresso americano concedeu o financiamento e a partir daí o telescópio começa a sair do papel. 

O projeto, originalmente planejado para ser lançado em 1983, sofreu com atrasos na sua construção e com o acidente com o ônibus espacial Challenger, que levantou o questionamento de quando o Hubble seria lançado.  Somente em 1990 o telescópio foi finalmente enviado, a bordo da nave Discovery. 

Seu nome foi uma homenagem a Edwin Hubble, astrônomo reconhecido por constatar que muitas das nebulosas aparentes eram na verdade galáxias fora da Via Láctea, e que estas afastavam-se umas das outras a uma velocidade proporcional à distância que as separava. 

O telescópio Hubble foi colocado em órbita circular à cerca de 600 quilômetros da superfície terrestre, completando uma revolução a cada 97 minutos. Sua massa é de 11,6 toneladas, distribuídas por 15,9 metros de comprimento e 4,2 metros de diâmetro. Sua força vem de painéis solares fixados no lado externo. A velocidade do telescópio chega a 8 quilômetros por segundo. 

Equipado com lentes que podem detectar tanto a luz visível quanto a luz infravermelha, Hubble é do tipo Refletor, sendo seu principal elemento óptico um espelho.


Por que Hubble se destaca? 

Uma das missões científicas mais bem sucedidas e duradouras da NASA, Hubble já contribuiu muito para o avanço da Astronomia. Seu 'olhar' tem ajudado a determinar pontos cruciais para os astrônomos. Investigando tudo, desde buracos negros a planetas em torno de outras estrelas, o Hubble mudou a face da Astronomia, dando início a um novo capítulo da exploração do universo. 

Desde o seu lançamento, mais de 10.000 artigos científicos foram desenvolvidos baseados nas informações enviadas pelo telescópio.  

Além de imagens de tirar o fôlego, Hubble possibilitou várias descobertas, entre as mais interessantes, encontram-se: 
  • A idade do universo, entre 13-14.000.000.000 anos. Hubble olhou para o passado, em alguns casos, o telescópio pegou luz que deixou estrelas apenas 600 milhões de anos após o Big Bang. 
  • Hubble ajudou a construir o maior mapa 3D que revela onde a energia escura é distribuída no universo, essa força é responsável pela aceleração da expansão do universo. 
  • Descoberta de duas novas luas de Plutão: Nix e Hydra. 
  • Confirmação da abundância de discos protoplanetários em torno de estrelas recém-nascidas. 
  • As explosões de raios gama, que ocorrem em galáxias muito distantes quando há colapso de estrelas massivas. 
  • A descoberta de várias galáxias e a existência de buracos negros supermassivos no centro delas. Algumas galáxias ainda jovens desempenharam um papel fundamental para explicar a origem do universo. 
  • Existência de um oceano subterrâneo de água salgada em Ganimedes, a maior lua de Júpiter. Esse oceano deve conter mais água do que toda a superfície terrestre.  


Hubble Mania 

Em comemoração aos 25 anos do telescópio, a NASA criou um concurso para eleger a foto mais bonita já registrada por Hubble. O site separou por categorias as imagens que mais ganharam destaque no período de 25 anos. A votação foi popular, para conferir, clique no link.


A imagem vencedora da competição foi da nebulosa da Águia,
situada a 6500 anos-luz d
e distância da Terra.
 
Sucessor  

Ao longo desses 25 anos, o telescópio precisou de alguns reparos. Até agora já foram 5 missões para manutenção. A primeira delas ocorreu em 1993, quando foram necessários ajustes nos espelhos do telescópio para resolver alguns borrões nas imagens capturadas. 

Atualmente a NASA não tem planos para manutenção do telescópio Hubble, mas está focada em outro projeto: o telescópio espacial James Webb, provável sucessor do Hubble, que deve ser lançado em 2018. Tendo em vista que o plano inicial era que Hubble orbitasse a Terra somente por 10 anos, e que ele já surpreendeu a todos, por que não um sucesor?! 

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3 de mar. de 2015

A1689-zD1, uma das galáxias mais distantes já encontradas

Região descoberta apresenta características típicas de galáxias mais “maduras”, como a Via Láctea

Imagem do telescópio espacial Hubble mostra o aglomerado de galáxias Abell 1689, cujo efeito de lente gravitacional permitiu a detecção e estudo da galáxia A1689-zD1 (localizada na moldura e ainda assim com brilho tão tênue que mal pode ser vista) - Nasa/ESA

Uma das galáxias mais distantes já encontradas, e por isso muito jovem, apresenta características associadas a objetos do tipo mais “maduros”, como a nossa Via Láctea, numa descoberta que surpreendeu os astrônomos e mostra que as primeiras galáxias do Universo podem ter evoluído muito mais rápido do que se pensava. Localizada a 13 bilhões de anos-luz de distância da Terra, a galáxia, batizada A1689-zD1, é vista como estava quando o Universo tinha apenas cerca de 700 milhões de idade, pouco depois do início de uma época conhecida na cosmologia como da “reionização”, quando a radiação emitida pelas primeiras estrelas começou a dissipar o “nevoeiro” formado pela abundância de átomos neutros de hidrogênio do Universo primordial, que absorvia toda a luz emitida e o deixavam opaco.

Esta galáxia jovem com aparência de velha foi identificada pela primeira vez em 2008 em imagens feitas com o telescópio espacial Hubble, mas só agora os astrônomos puderam calcular sua distância, composição e outras propriedades com observações combinadas feitas pelo conjunto de telescópios óticos VLT, do Observatório Europeu do Sul (ESO), e o radiotelescópio Alma, ambos instalados no Chile. Essas análises, no entanto, só foram possíveis graças a uma coincidência cósmica que produz um efeito conhecido como “lente gravitacional”: a galáxia está numa região do céu que a coloca, do ponto de vista da Terra, logo “atrás” de um gigantesco aglomerado de galáxias chamado Abell 1689, cuja gravidade amplifica em aproximadamente dez vezes a luz por ela emitida antes de chegar até nós. Sem isso, seu brilho seria tão tênue que ela sequer seria detectada.

Segundo os cientistas, apesar de ser só uma “criança” em termos cósmicos, a galáxia contém uma proporção relativamente alta de “metais”, termo na astronomia que serve para definir qualquer elemento que não o hidrogênio, hélio e lítio, os três mais simples e únicos formados pelo Big Bang, a grande explosão que se acredita ter dado origem ao nosso Universo há cerca de 13,7 bilhões de anos. Todos os outros, do carbono que constrói nossos corpos ao oxigênio que respiramos, o ferro de nossas ferramentas e assim em diante, foram forjados a partir dos três originais nas fornalhas nucleares das primeiras gerações de estrelas e espalhados nas cinzas de sua explosão em supernovas ou outros processos astrofísicos que marcam o fim da vida destes tipos de astros. Além disso, as observações indicam que a galáxia tem uma proporção entre esta poeira de estrelas mortas e gás interestelar e uma baixa taxa de formação de novas estrelas similares ao de galáxias mais velhas como a Via Láctea.

- Embora a origem exata desta poeira galáctica continue obscura, nossos achados indicam que sua produção aconteceu muito rapidamente, num espaço de apenas 500 milhões de anos desde o início da formação das primeiras estrelas do Universo, um tempo cosmológico muito curto, já que a maioria das estrelas vive por bilhões de anos – destaca Darach Watson, pesquisador da Universidade de Copenhague e primeiro autor de artigo sobre a descoberta, publicado on-line nesta segunda-feira pela revista “Nature”.

Ainda de acordo com os astrônomos, estas características sugerem que a galáxia ou formou uma boa quantidade de novas estrelas em um ritmo constante desde o início de sua vida ou passou por uma fase de formação extremamente explosiva destes astros, entrando rapidamente num estágio de declínio deste processo.

- Esta galáxia incrivelmente poeirenta para ter se apressado na formação de suas primeiras gerações de estrelas – diz Kirsten Knudsen, pesquisadora da Universidade de Tecnologia Chalmers, na Suécia, e coautora do artigo no site da “Nature”. - No futuro, o Alma vai nos ajudar a encontrar mais galáxias como esta e esclarecer o que faz com que elas tendam a amadurecer tão rápido.

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Matéria de Cesar Baima, publicada originalmente no site O Globo

12 de nov. de 2014

Robô Philae faz pouso histórico em cometa

Rosetta e Philae no cometa - foto da ESA

É a notícia do dia! 

O robô Philae pousou na superfície do cometa 67P/ Churyumov-Gerasimenko, nesta quarta-feira (12). O pouso foi confirmado pela Agência Espacial Europeia (ESA), em Darmstadt, na Alemanha.A sonda Rosetta, que custou à agência o equivalente a R$ 4 bilhões, conseguiu "alcançar" o 67P em agosto e iniciou seu voo ao redor do cometa para conferir sua superfície e descobrir o melhor lugar para seu robô Philae.Com tamanho semelhante ao de uma máquina de lavar roupas, o robô foi programado para pousar em uma área de um quilômetro quadrado, que foi batizada pelos cientistas de Agilkia.Dotado de um mecanismo de fixação em suas pernas, o robô lançou arpões na superfície do cometa, prendendo-se ao cometa.A missão Rosetta poderá dar início então à coleta de dados que, há dez anos, só poderia ser sonhada. Dotado de vários mecanismos, o robô coletará amostras do solo, fará análises e enviará fotos do núcleo - à medida que o cometa 67P continuará expelindo poeira e gelo em sua jornada rumo ao Sol.Essas informações ajudarão os cientistas a concluir se foi o bombardeio de cometas há bilhões de anos que teria trazido água e moléculas orgânicas simples para a Terra, abrindo caminho para a vida em nosso planeta.
A notícia completa, com fotos e vídeo você acessa aqui: CLIQUE

A cobertura ao vivo, você pode acompanhar no livestream: CLIQUE

Mais informações sobre a missão, acesse o site da ESA - Rosetta aqui:  CLIQUE
(em inglês)
Texto da reportagem: UOL, em São Paulo 12/11/2014 - 14:04
Informações adicionais: ESA 

1 de out. de 2014

Relâmpagos, aurora boreal e o amanhecer

A Agência Espacial Européia, ESA, divulgou no dia 30 de setembro um vídeo em time-lapse feito com imagens coletadas a partir da Estação Espacial Internacional pelo astonauta Alexander Gerst, no ano de 2009. As imagens mostram relâmpagos capturados durante a noite, a aurora boreal e o amanhecer durante uma volta da ISS ao planeta Terra. O resultado é surpreendente!


Curiosidades Astronômicas

A aurora boreal é causada pelo contato dos ventos solares com a atmosfera da Terra. Esses ventos carregam partículas liberadas a partir de explosões que ocorrem no sol. Quando atingem nossa atmosfera essas partículas interagem com ela, provocando intensa luminosidade no céu. Esse fenômeno só acontece nos polos.

A ISS viaja a uma velocidade média de 27.724 quilômetros por hora. Cada volta ao redor de nosso planeta dura em média 1 hora e 50 minutos.

A Via Láctea vista da Estação Espacial


O astronauta da NASA, Reid Wiseman, capturou essa belíssima imagem a partir da Estação Espacial Internacional (ISS) e a postou nas redes sociais no último dia 28 de setembro. A foto mostra partes da ISS, a Terra e a Via Láctea. Para Wiseman, "a Via Láctea roubou a cena do deserto do Saara, que dá à Terra um brilho alaranjado". Para nós, é até difícil dizer o que é mais bonito!

Por dentro da vida na Estação Espacial:

A bordo da ISS, a tripulação de seis astronautas está se preparando para duas missões externas, marcadas respectivamente para os dias 7 e 15 de outubro. No dia 7, Wiseman e Alexander Gerst, da Agência Espacial Européia (ESA), irão transferir uma bomba de combustível desabilitada de seu local temporário para uma plataforma externa de armazenamento.

Para a segunda expedição, no dia 15, o astronauta Barry Wilmore se juntará a Wiseman. Eles irão instalar uma fonte alternativa de energia para a Estação Espacial, que dará maior potência para o sistema que move os braços robóticos.


Notícia retirada do site da NASA.
Créditos da imagem: NASA/Reid Wiseman
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