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22 de jun. de 2015

Tem como descobrir a massa da Via Láctea?

Com uma pesquisa rápida no google, é possível encontrar as principais características de inúmeros corpos celestes já identificados. De planetas a galáxias os atributos que normalmente ganham destaque são idade, massa, dimensão… Mas para a Via Láctea é um pouco diferente. O peso da nossa galáxia era muito contestado e só havia sido calculado dentro de um fator de quatro – ou seja, o seu peso máximo estimado é de quatro vezes o seu peso mínimo estimado, com grande incerteza.

Concepção artística da Via Láctea.

Observando o efeito que um objeto tem sobre outros ao seu redor, conseguimos calcular sua massa. Para as estrelas e planetas, usamos a Lei da Gravitação Universal de Newton: 
"Dois corpos atraem-se com força proporcional às suas massas e inversamente proporcional ao quadrado da distância que separa seus centros de gravidade." 

Já para a Via Láctea o cálculo para mensurar a massa não é assim tão simples. A nossa galáxia contém cerca de 100 bilhões de estrelas que formam um disco, com diâmetro entre 100 mil e 200 mil anos-luz.

Felizmente, cientistas da Universidade de Columbia conseguiram estimar a massa da nossa galáxia. Uma técnica publicada no The Astrophysical Journal revelou como descobrir a massa da nossa galáxia num passado distante. 

Eles usaram o conceito gravitacional que quanto maior a massa de um objeto, maior é a sua força gravitacional. Um exemplo claro é o sistema Terra e Lua. A massa do nosso planeta é cerca de 81 vezes maior que a massa da Lua, por isso a Terra aprisionou o corpo celeste em sua órbita. De forma análoga, a Via Láctea interfere nas órbitas dos satélites e estrelas que estão fora do seu disco.

Essas estrelas são originadas da dissolução de aglomerados globulares, nascido quando o universo ainda estava em sua infância. Elas podem determinar não só o peso da Via Láctea, mas também a localização do Sol no seu interior. Ao longo de bilhões de anos essas estrelas desintegram-se lentamente e deixam um rastro para trás.

Hemisfério Norte observado pelo Sloan Digital Sky Survey. É possível observar os filamentos de alguns aglomerados globulares:


Com dados da Sloan Digital Sky Survey (pesquisa resultada de 10 anos de avaliação do céu no Hemisfério Norte, que apresenta os mais detalhados mapas tridimensionais do Universo), a equipe examinou um rastro deixado pelo aglomerado Palomar 5. Os cientistas da universidade de Columbia criaram milhões de modelos para representar a interação desse rastro com a Via Láctea. Com base nos dados, a equipe observou que somente dentro de um certo tamanho e peso a Via Láctea poderia produzir o rastro do Palomar 5. Modelos menores ou maiores produziram padrões diferentes.

O estudo mostrou que a massa da nossa galáxia é equivalente a 210 bilhões de vezes a massa do Sol, com incerteza de apenas 20 por cento.

No futuro, os pesquisadores pretendem usar mais estruturas como o fluxo do Palomar 5 para ganhar uma precisão ainda maior e criar um modelo mais realista da Via Láctea. Estudos como esse são fundamentais para descobrirmos sobre a formação e composição da nossa galáxia.

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 Fonte: IFLScienceNASASoFisicaZenite.



29 de out. de 2014

20 curiosidades sobre GALÁXIAS

Na imagem, galáxias se colidindo NGC 4038 e 4039.
B. Whitemore/NASA, ESA and the Hubble Heritage Team (STSC/AURA)-ESA/Hubble Collaboration
1. O filósofo Immanuel Kant, no século XVIII, foi o primeiro a teorizar que a Via Láctea não era a única galáxia no universo. Ele cunhou o termo “universo ilha” para descrever a galáxia.
2. Os astrônomos estimam hoje que haja cerca de 100 bilhões de galáxias no universo observável.
3. Um dos primeiros usos do nome Via Láctea em inglês foi no poema “A Casa da Fama” de Chaucer, no século XIV. Ele comparou a galáxia a uma rodovia celestial.
4. Ainda falando sobre rodovias, devido à expansão do universo, as galáxias estão se afastando da nossa. As galáxias mais distantes estão se afastando muito mais rápido que as galáxias mais próximas da Via Láctea.
5. Algumas das galáxias se afastando da Via Láctea são elipsoidais, como bolas de futebol americano. As galáxias também podem ser finas e planas, com braços tentáculos, assim como a Via Láctea.
6. As galáxias pode ter formas irregulares também, incluindo muitas galáxias anãs. Essas galáxias, as menores do universo, contêm apenas algumas centenas ou poucos milhares de estrelas (comparadas às 100 bilhões de estrelas na Via Láctea).
7. Você frequentemente encontrará galáxias anãs agrupadas ao redor de galáxias maiores.
8. Galáxias anãs frequentemente perdem suas estrelas para suas vizinhas maiores por causa da gravidade. Com o afastamento das estrelas pelo céu, as galáxias menores são desfeitas. Infelizmente isso não pode ser visto a olho nu.
9. Você também não pode ver o enorme buraco negro escondendo-se no centro da Via Láctea, apesar de você estar olhando para a direção certa. Segundo os cálculos feitos, o buraco negro fica na direção da constelação de Sagitário.
10.  A maioria das galáxias têm buracos negros em seus centros, e os astrônomos sugerem que sua massa seja cerca de 1/1000 da massa de sua galáxia hospedeira.
11. Duas das galáxias mais próximas da Via Láctea – a Pequena e a Grande Nuvem Magelânica – podem não ter buracos negros. Ou, devido ao fato de ambas serem galáxias de baixa massa, seus buracos negros podem ser muito pequenos para serem detectados.
12. Toda galáxia tem poeira. Produzida pelas estrelas, a poeira faz com que a luz pareça mais vermelha do que realmente é quando observada, o que pode dificultar para os astrônomos o estudo das propriedades das estrelas.
13. Essa poeira pode viajar também. Algumas galáxias conduzem ventos galácticos, expelindo poeira e gás a centenas de quilômetros por segundo para o meio intergaláctico, o espaço entre as galáxias.
14. Esses ventos são causados pela pressão que a luz das estrelas exerce sobre a poeira e o gás; os ventos galácticos mais velozes estão em galáxias mais distantes da nossa, que estão formando estrelas mais rápido que a Via Láctea.
15. A Via Láctea gira a cerca de 250 quilômetros por segundo (cerca de 560.000mph). Uma volta completa dura cerca de 200 milhões de anos.
16. Num ciclo galático atrás, os dinossauros dominavam a Terra.
17. As galáxias giram mais rápido do que o previsto baseado na gravidade de suas estrelas. Os astrônomos supõem que essa força gravitacional extra venha da matéria escura, que não emite ou reflete luz.
18. Se as estrelas dentro de cada galáxia fossem reduzidas ao tamanho de uma laranja, por exemplo, elas estariam cerca de de 4.800 quilômetros distantes uma da outra.
19. Se as galáxias, por sua vez, fossem reduzidas ao tamanho de uma maçã, suas galáxias vizinhas estariam a uma distância de poucos metro. A proximidade relativa das galáxias significa que elas, ocasionalmente, se mesclam.
20. Daqui a 4 bilhões de anos, a Via Láctea irá se fundir com a galáxia de Andrômeda. O resultado desse processo, que vai durar pelo menos algumas centenas de milhões de anos, será uma nova galáxia com formato elipsoidal, já apelidada de “Lactomeda” (“Milkomeda” em inglês).

Tradução livre do artigo de Katherine Kornei, publicado na revista Discover em 02/10,2014. Todos os direitos reservados ao autor. Link direto para a reportagem (em inglês): clique aqui

1 de out. de 2014

Relâmpagos, aurora boreal e o amanhecer

A Agência Espacial Européia, ESA, divulgou no dia 30 de setembro um vídeo em time-lapse feito com imagens coletadas a partir da Estação Espacial Internacional pelo astonauta Alexander Gerst, no ano de 2009. As imagens mostram relâmpagos capturados durante a noite, a aurora boreal e o amanhecer durante uma volta da ISS ao planeta Terra. O resultado é surpreendente!


Curiosidades Astronômicas

A aurora boreal é causada pelo contato dos ventos solares com a atmosfera da Terra. Esses ventos carregam partículas liberadas a partir de explosões que ocorrem no sol. Quando atingem nossa atmosfera essas partículas interagem com ela, provocando intensa luminosidade no céu. Esse fenômeno só acontece nos polos.

A ISS viaja a uma velocidade média de 27.724 quilômetros por hora. Cada volta ao redor de nosso planeta dura em média 1 hora e 50 minutos.
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