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26 de jun. de 2015

Por que o interior da Terra é quente?

Por que o interior da Terra é quente?

Recentemente discutimos essa questão no Grupo de Estudos do Astronomia do Vale do Aço. Hoje o portal UOL Ciência publicou essa matéria super legal e muito esclarecedora, e corremos para compartilhá-la aqui com vocês. 

O texto é da Tatiana Pronin, do UOL em São Paulo. 

Diego Paredes/Parque Nacional Galápagos/EFE
No passado geológico, nosso planeta era muito quente. Pesquisas indicam que ele se originou há cerca de 4,6 bilhões de anos, após uma grande explosão. Com o passar do tempo, houve um resfriamento lento e gradual, mas o interior da Terra, rico em ferro e níquel, ainda guarda bastante calor.
"A radioatividade, ou seja, a emissão espontânea de partículas radioativas pela desintegração de isótopos que existem em minerais e rochas do interior da Terra, também explica o calor no interior do planeta", afirma Alexandre Uhlein, professor e pesquisador do departamento de geologia da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).
Quanto mais profunda a camada, mais quente fica o interior da Terra, o que constitui um gradiente geotérmico. "Nas primeiras centenas de quilômetros, a temperatura aumenta cerca de 30 ou 40 graus centígrados. Porém, a partir de uma certa profundidade, essa variação muda, com grande redução nessa taxa de profundidade, pois entra em ação o fator pressão", continua o professor e pesquisador Norberto Sgarbi, também do departamento de geologia da UFMG.

Até 6.000 graus

Os especialistas estimam que o núcleo da Terra tenha 5.000 graus centígrados, ou seja, é muito quente. Mas, em uma pesquisa recente, publicada na revista Science, pesquisadores do Laboratório Europeu de Radiação Síncroton (ESRF, na sigla em inglês) defenderam que a estimativa mais precisa é de 6.000 graus.
A verdade é que nenhuma sonda até hoje conseguiu alcançar o núcleo do planeta, que fica a milhares de quilômetros do solo. O que a equipe do ESRF fez foi utilizar um feixe de raios-X para analisar uma amostra. De qualquer forma, ainda são necessárias confirmações até que o novo valor - 1.000 graus superior ao atual - seja utilizado como referência.

Resfriamento

Existe risco de que o interior da Terra resfrie com o passar do tempo? "Não existe risco, mas certeza desse resfriamento", responde Sgarbi. Como as rochas que cobrem o interior não são boas condutoras de calor, no entanto, isso só deve ocorrer de forma gradual, dentro de bilhões de anos.
Quando o resfriamento total ocorrer, o provável é que o campo magnético que protege a Terra diminua muito ou se encerre, e a radiação solar acabe com a nossa atmosfera, ou torne muito difícil viver nela. Portanto é bom que o processo seja bem lento, mesmo.

Veja, a seguir, as camadas que compõem o interior da Terra:


Crosta - a camada mais externa é subdividida em continental e oceânica. A primeira é rica em silício e alumínio. As rochas principais são o granito e também há potássio, urânio e tório. As espessuras são de 25 a 70 km. Já a crosta oceânica é rica em sílica e magnésio. Suas rochas principais são os basaltos, e as espessuras são de 7 a 10 km.


Manto - é a camada mais espessa, com 2.885 km. Os principais minerais são a olivina magnesiana e os piroxênios, além de granadas e espinélio.



Núcleo - é subdividido em externo e interno. O externo é uma camada líquida, constituída por metais fundidos como ferro e níquel. Já o interno é formado por ligas metálicas sólidas, também de ferro e níquel. Juntas, as camadas alcançam a espessura de 1.271 km. 

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Publicado originalmente em: UOL Ciência, 23/06/2015

20 de mai. de 2015

Estrela anã poluída poderia ser a chave da origem da água na Terra

     Crédito da foto: Vista do artista de uma posição de uma estrela anã branca. ESA / Hubble, CC BY.

Os astrônomos descobriram uma estrela anã branca com uma atmosfera poluída que pode dar uma “luz” sobre de onde a água da Terra vem e quanta água existe fora do nosso próprio sistema solar.

Uma questão importante em ciência planetária é se a água na Terra já estava presente no material primordial que formou o nosso planeta ou se foi plantada aqui por colisões com organismos como asteroides, cometas e protoplanetas.


Oxigênio na atmosfera

Nova pesquisa feita por uma equipe de astrônomos britânicos e alemães sugere que a entrega de água por colisão pode ser comum em outros sistemas estelares fora do nosso sistema solar. Eles chegaram a essa conclusão através da medição da composição química da atmosfera de uma estrela anã branca, apelidada SDSS J1242.

As anãs brancas são essencialmente cadáveres de ex-estrelas. A maioria dos sóis de baixo ou médio porte vão se tornar anãs brancas no final de sua vida útil. A forte gravidade de superfície dentro dessas estrelas faz com que elementos mais pesados, como carbono e oxigênio, ao afundar-se a seus centros, deixem atmosferas simples de hidrogênio e hélio.

A atmosfera da SDSS J1242 é dominada por hélio, mas os pesquisadores também descobriram grandes quantidades de oxigênio e hidrogênio, juntamente com formadores de rocha, elementos como magnésio, silício e ferro.

                                                                                                               Crédito da foto: ESA

Principais candidatos

Os cometas são conhecidos por conter água e, por algum tempo, pareciam ser os candidatos mais promissores para a transferência de água para a Terra. No entanto, um corpo crescente de medições tem sugerido que a água encontrada em cometas é de uma espécie diferente da encontrada na Terra. Isto é porque a água dos cometas contém mais deutério - um isótopo pesado do hidrogênio - que a água na Terra.



                                    Cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko. Possui o tipo errado de água. Crédito: ESA


A detentora do recorde até então era a água encontrada no cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko, medida pela sonda Rosetta, em 2014, que tem um nível de deutério 3,4 vezes maior que a da água na Terra. Os pesquisadores, portanto, agora depositam suas esperanças em asteroides. Enquanto eles hoje são objetos secos, áridos, possuem uma química semelhante a da terra e podem ter contido muito mais água quando o sistema solar se formou.

A descoberta de água doada pelo asteroide anã branca SDSS J1242 apareceu para acrescentar peso à hipótese. Mas, como os autores deste estudo enfatizam, se a quantidade de carbono no J1242 acaba por ser o mesmo que o do nosso sol, todo o oxigênio detectado poderia ter sido entregue na forma de dióxido de carbono em vez de água. Enquanto os autores argumentam que isso é improvável, observações de maior qualidade em comprimentos de onda ópticos e ultravioletas poderiam fornecer uma resposta definitiva.

Observações futuras de outros sistemas planetários e estudo mais detalhado das anãs brancas poluídas serão importantes para estabelecer o papel dos asteroides como uma fonte de água e talvez a vida, na Terra e em outros mundos.


Fonte: IFL Science


14 de mai. de 2015

Descoberta galáxia mais antiga e distante no espaço

NASA, ESA, P. Oesch e I. Momcheva (Universidade de Yale), e times da 3D-HST e HUDF09/XDF

Astrônomos da Universidade de Yale e da Universidade da Califória em Santa Cruz, nos Estados Unidos, divulgaram recentemente a descoberta de uma galáxia que é até agora a mais distante e, portanto, a mais antiga já registrada no universo.
Chamda de EGS-zs8-1, a galáxia azul extremamente luminosa está localizada na constelação de Boötes, a mais de 13 bilhões de anos-luz da Terra. Por sua distância, e considerando-se que a idade do universo aceita hoje é de 13,8 bilhões de anos, é possível determinar que a galáxia surgiu ainda nos primórdios do universo. 
Somente agora, com o enorme avanço tecnológico na astronomia, tem sido possível alcançar distâncias tão grandes assim para observação e estudo.
Para identificar EGS-zs8-1, o grupo de astrônomos utilizou dados dos telescópios Hubble e Spitzer, da NASA. Pelas informações recebidas, os astrônomos acreditam que a galáxia hoje seja completamente diferente. Na época em que existia conforme nas imagens, porém, ela já era enorme, um dos maiores e mais luminosos objetos já identificados.
A distância da EGS-zs8-1 foi calculada usando o telescópio MOSFIRE, que fica no Observatório WM Keck, no Havaí.
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Fontes: 

8 de mai. de 2015

Um buraco negro no céu

Imagem: ESO 

Em vez de mostrarem objetos espetaculares, algumas das imagens mais surpreendentes do Universo focam-se no vazio. Esta nova imagem obtida com o telescópio MPG/ESO de 2,2 metros mostra no seu centro tentáculos escuros serpenteando para o exterior de um buraco vazio e escuro do espaço, e particularmente proeminente contra o resto da imagem que se apresenta densa de estrelas brilhantes amarelas e vermelhas.

Na realidade não se trata de um buraco no cosmos nem de um espaço vazio no céu. As regiões escuras são constituídas por poeira espessa e opaca que se encontra entre nós e o campo de estrelas por trás. Esta poeira obscurante faz parte de uma nuvem molecular escura, um objeto que consiste em regiões frias e densas onde enormes quantidades de poeira e gás molecular se misturam e bloqueiam a radiação visível emitida por estrelas mais distantes.

Ainda não é completamente claro como é que estas nuvens se formam, mas pensa-se que sejam as fases muito iniciais da formação estelar -  no futuro, a nuvem que se vê na imagem pode perfeitamente colapsar sobre si própria e dar origem a um novo sistema estelar.

Embora a nuvem nesta imagem seja uma residente relativamente anônima do Universo próximo - catalogada como LDN1774 - um dos exemplos mais famosos de nuvens moleculares é a muito semelhante Barnard 68, que se encontra a cerca de 500 anos-luz de distância. Barnard 68 foi já extensivamente observada pelos telescópios do ESO, tanto no visível (eso9924a) como no infravermelho (eso9934eso0102a). Como se pode ver nestas diferentes imagens, é possível espreitar para além da poeira cósmica escura usando radiação infravermelha, mas observações no visível tais como as mostradas nesta imagem do VLT não enxergam além desta cortina de poeira.

Esta imagem foi obtida pelo Wide Field Imager, um instrumento montado no telescópio MPG/ESO de 2,2 metros em La Silla, no Chile.

Texto e imagem reproduzidos integralmente a partir do site do ESO. 
Todos os direitos reservados ao autor. 
ESO | ARTIGO ORIGINAL |




22 de abr. de 2015

Hoje é o Dia da Terra!

O Dia da Terra foi criado pelo senador norte-americano Gaylord Nelson em 22 de abril de 1970. O objetivo foi criar uma data para conscientizar a população dos Estados Unidos sobre os problemas recorrentes de contaminação, a conservação da biodiversidades e outras causas ambientais.

A pressão criada pelo senador gerou uma série de manifestações que resultaram na criação da Agência de Proteção Ambiental (Environmental Protection Agency) e uma série de leis destinadas à proteção do meio ambiente. A mobilização foi um marco para a defesa do meio ambiente no país.

Em 2009, a Organização das Nações Unidas (ONU) reconheceu a importância da data a instituiu o Dia Internacional da Mãe Terra, também celebrado em 22 de abril.

No mundo inteiro uma série de notícias e publicações foi feita a respeito da data. Numa publicação no Facebook, a página AsapScience, que tem quase dois milhões de seguidores, ofereceu os parabéns à mãe Terra e a promessa de que "tentaremos matá-la menos":

"Feliz Dia da Terra!
Alguns de nós tentarão te matar um pouco menos.
De nada."

A Agência Espacial Americana, NASA, liberou uma série de belíssimas fotos tiradas do planeta a partir do espaço, que foi divulgada pela rede BBC News:


Espanha e Portugal - toda a Península Ibérica capturada em uma foto noturna em 26 de julho 2014. | Foto: NASA
O tempo mais quente derretendo neve e gelo na Groenlância, provocando depressões na
superfície glacial e exibindo os pontos em tom de azul. | Foto: NASA
Os Grandes Lagos, na região central dos Estados Unidos, fotografados pelo engenheiro
Barry Wilmore a bordo da ISS em 7 de dezembro 2014. | Foto: NASA
Sombras provocadas pelo eclipse solar de 20 de março de 2015 sobre as
nuvens que cobriam o Oceano Ártico. | Foto: NASA
Um vôo sobre a Aurora - foto tirada pelo astronauta Alexander Gerst em 29 de agosto de 2014. | Foto: NASA


O Google também entrou na onda do Dia da Terra. Clicando no Doodle do dia, os usuários são encaminhados para um quiz entitulado "Qual animal você é?". Além do resultado, o redireciona para pesquisas acerca das espécies listadas na brincadeira. Clique na imagem abaixo para ser redirecionado.


Algumas noticias antigas também voltaram à cena principal das notícias e discussões, como a reportagem exibida em 2013 pelo Jornal Nacional, com imagens produzidas pela NASA que mostravam mudanças drásticas no meio ambiente nas últimas décadas. Dentre as mudanças, o absurdo desmatamento da Floresta Amazônica na região de Rondônia.


O que o Astronomia no Vale do Aço sugere para o dia é que cada um de nós pare para pensar o que pode fazer HOJE para que o planeta Terra, nossa casa, sofra menos, e para que haja melhores perspectivas de futuro para nós e para as gerações futuras.

A gente pode e precisa melhorar. E logo!

Feliz Dia da Terra!

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Fontes:

18 de mar. de 2015

Primeira caminhada espacial completa 50 anos hoje!

Cosmonauta soviético Aleksêi Leônov permaneceu pouco mais de 12 minutos fora da nave Voskhod 2. Difícil retorno à nave e silêncio no espaço ficaram guardados na memória do explorador.






Há exatos 50 anos, o cosmonauta soviético Aleksêi Leônov foi a primeira pessoa a realizar uma caminhada espacial. No total foram 12 minutos e 9 segundos fora da nave orbital Voskhod 2. Mas a experiência com Leônov por pouco não o levou à morte.
No vácuo, o traje espacial “Berkut” inflou, impedindo que ele reentrasse na nave. Para salvar a própria vida, o cosmonauta teve que quebrar o protocolo: reduziu a pressão dentro do traje para que ele diminuísse ao mínimo possível. Assim, conseguiu entrar ao contrário pela escotilha da Voskhod – não com os pés, mas com a cabeça.
Leônov, que comemorou seu 80º aniversário no ano passado, lembra que o que mais o impressionou no espaço foi justamente o silêncio. “Eu conseguia escutar claramente o meu coração batendo. E ouvia a minha respiração. Isso até incomodava o pensamento”, conta.
O som da respiração de Leônov foi inclusive gravado e transmitido para a Terra. Mais tarde, a gravação foi usada no filme de ficção científica “2001 – Uma Odisseia no Espaço”, do diretor americano Stanley Kubrick.

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Matéria original: Gazeta Russa

28 de jan. de 2015

Exoplaneta com anéis gigantes 200 vezes maiores que os de Saturno descoberto!


Um exoplaneta jovem chamado J1407b tem um sistema de anéis gigantesco, muito mais pesado e cerca de 200 vezes maior que os anéis de Saturno. Os astrônomos descobriram o enorme planeta, ou possivelmente uma anã marrom (ou seja, uma estrela que não deu certo) quando ele eclipsou uma estrela muito jovem e parecida com nosso Sol chamada J1407. O sistema de anéis - o primeiro deste tipo a ser descoberto fora da Via Láctea - tem pelo menos 30 anéis, cada um deles medindo dezenas de milhões de quilômetros de diâmetro.

"Você pode pensar nele como um tipo de super-Saturno", disse Erick Mamajek, da Universidade de Rochester em um release para a imprensa. A equipe de Mamajek descobriu a estrela e seus eclipses incomuns em 2012, usando informação obtida em uma pesquisa feita para detectar gigantes de gás se movendo em frente de sua estrela-mãe. Depois, usando óptica adaptativa e espectroscopia Doppler, uma equipe liderada por Matthew Kenworthy, do Observatório de Leiden, na Holanda, descobriu que o escurecimento frequente na luminosidade de J1407 era causado por um planeta gigante, com um enorme sistema de anéis. As descobertas serão publicadas no The Astrophysical Journal.

Aqui está a concepção artística do sistema de anéis extrasolares que rodeiam J1407b e Saturno e seus anéis, em escala para comparação. O pequeno pontinho na parte de cima, à direita no quadrante, é Saturno! Os anéis são mostrados eclipsando a estrela J1407, como eles teriam aparecido no começo de 2007:




"Os detalhes que vemos na curva de luz são incríveis. O eclipse durou por várias semanas, mas é possível notar rápidas mudanças em escala de tempo de dezenas de minutos, como resultado das estruturas finas dos anéis", explica Kenworthy. Apesar de a estrela está longe demais para que os pesquisadores possam observar os anéis diretamente, a equipe pode elaborar um modelo usando rápidas variações na luminosidade da estrela ao passar pelos anéis.

Baseado na curva de luz¹, o diâmetro do sistema de anéis foi de cerca de 120 milhões de quilômetros e contém aproximadamente o valor de uma Terra de massa em suas partículas de poeira que obscurecem a luz. Os anéis bloquearam cerca de 95% da luz de J1407 por dias - o que significa que existe muito material para formação de satélites. Os pesquisadores já encontraram pelo menos uma lacuna limpa na estrutura do anel, que acreditam foi esculpida pela formação de um satélite (ou exolua) com uma massa entre a da Terra e de Marte, e um período orbital de cerca de dois anos em torno de J1407b.

Os anéis vão provavelmente se tornar menos densos ao longo dos próximos muitos milhões de anos, acabando por desaparecer como satélites. Júpiter e Saturno, quando era muito jovens, podem ter tido discos ao redor deles que levaram à formação de suas luas. "Até descobrirmos esse objeto em 2012, não havíamos encontrado nada que tivesse um sistema de anéis como esse", explica Mamajek. Esse é o primeiro vislumbre de formação de satélites em escala de milhões de quilômetros ao redor de um objeto subestelar".

O período orbital de J1207b ao redor de sua estrela é de aproximadamente uma década, e sua massa pode chegar a cerca de 40 vezes a massa de Júpiter. "Se pudéssemos substituir os anéis de Saturno pelos anéis ao redor de J1407b, eles seriam facilmente visíveis no céu noturno, muito maiores que uma lua cheia", explica Kenworthy. Nós seríamos capazes de vê-los ao entardecer, a olho nu, e capturá-los em fotos até mesmo com a câmera de um celular. Só por diversão, aqui está como os anéis de J1407, se colocador ao redor de Saturno, apareceriam no céu sobre o Velho Observatório em Leiden. :)




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¹ Na astronomia, curva de luz é o gráfico da intensidade de uma certa onda eletromagnética de um objeto celeste, com o passar do tempo. Curvas de luz podem ser periódicas, tais como em binárias eclipsantes, ou aperiódica, como em uma nova. O estudo da curva de luz, em conjunto com outras observações, pode revelar informações consideráveis sobre processos físicos que produzem tal curva. 
(S. V. H. Haugan Separating intrinsic and microlensing variability using parallax measurements. Ago, 1995)

Crédito imagens: Ron Miller (1 e 2), M. Kenworthy/Leiden (3) via Eurekalert!
Texto originalmente publicado no site I Fucking Love Science em 27/01/15. 
Todos os direitos reservados ao autor.
Tradução: Ludmila Deslandes/Astronomia no Vale do Aço

15 de jan. de 2015

2015 com um segundo a mais?



Bom dia! Retomamos as nossas atividades aqui no blog comentanto sobre uma notícia recente: o segundo a mais que ganharemos em 2015. Você sabe porque isso vai acontecer? E o que isso tem a ver com astronomia?

Buscamos lá no site do Observatório Nacional, que é o responsável pela geração, conservação e disseminação da Hora Legal Brasileira, a informação!

O ano de 2015 terá um segundo a mais para fazer a correção do Tempo Atômico Internacional (TAI). Isso ocorre porque a velocidade de rotação do planeta Terra registra variações enquanto os relógios atômicos que geram e mantêm a hora legal possuem uma precisão que chega a um segundo em milhões de anos.

Assim, no dia 30 de junho, um segundo será acrescido ao Tempo Universal Coordenado (UTC),e o relógio oficial irá registrar a sequência: 23h59min59s - 23h59min60s, para só então passar a 1º de julho, 0h00min00s. Como essa correção é feita no horário de Greenwich, no Brasil a correção ocorrerá três horas antes.

O Observatório Nacional, como responsável pela Hora Legal Brasileira, fará o acréscimo desse segundo às 21h, horário de Brasília. Essa mudança, embora pareça pequena, é bastante significativa e impacta a sociedade, sobretudo no que se refere às relações comerciais. As empresas sincronizadas ao ON terão essa mudança automaticamente, enquanto as demais precisam providenciar suas adequações.

O chefe do Serviço de Geração e Disseminação da Hora, Mario Fittipaldi, explica que a velocidade de rotação da Terra sofre variações em virtude dos efeitos gravitacionais do Sol, da Lua e dos planetas, e também resultado dos deslocamentos de massas terrestres em diferentes partes do planeta.

A correção do "Segundo intercalado" ou "Leap Second" é determinada pelo IERS (International Earth Rotation and Reference Systems Service). A última aconteceu no dia 31 de dezembro de 2012, mas esse intervalo não é regular. Esses ajustes de 1 segundo são feitos desde 1972 e a partir de julho deste ano, a diferença entre o Tempo Atômico Internacional e o Tempo Universal Coordenado (UTC) somará 36 segundos.

Super bacana, não é mesmo?

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Até a próxima, pessoal!


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Fontes: 
http://www.on.br/conteudo/noticias/Segundos2015.html
www.guiageo-mapas.com

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