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25 de mar. de 2015

Sonda Dawn: Propulsão iônica e suas vantagens


A sonda Dawn, da NASA, lançada em 2007, chegou a um dos seus destinos: o planeta Ceres, o menor dos planetas anões do Sistema Solar e o maior no cinturão de asteróides entre Marte e Júpiter. Nessa viagem, a sonda percorreu todo o sistema solar para interceptar o asteróide Vesta e agora a órbita de Ceres. A sonda enviou no início de março as primeiras imagens do planeta, e nos próximos meses terá muito trabalho pela frente: cientistas da NASA tentam determinar se a superfície de Ceres esconde uma camada de água congelada. As observações da Dawn devem esclarecer sobre o processo de formação planetária e as condições existentes durante os primeiros dias do sistema solar.

E sabe o que mais chama a atenção nessa missão?

Além de ser a primeira nave espacial a orbitar dois corpos celestes fora do sistema Terra e Lua, essa missão espacial é uma das primeiras a utilizar  um motor de íons eletricamente carregado em vez de foguetes convencionais.

A energia elétrica é usada para criar partículas carregadas de combustível: o gás xenon é acelerado pela eletricidade e grelhas de metal aceleram as partículas de gás para fora do propulsor, que por sua vez, pressionam o propulsor para trás criando uma força de reação que impulsiona a nave espacial. Para conferir outros detalhes, veja o vídeo abaixo: 


Em foguetes convencionais, a velocidade de escape é limitada pela energia química a cerca de 5km/s, bem diferente dos motores de íons que são limitados somente pela energia elétrica disponível na sonda, variando normalmente de 15km/s a 35km/s.

Essa novidade pode proporcionar uma grande economia de combustível , que seria necessário para lançar o satélite por meio de foguetes químicos convencionais, e permitindo o uso de veículos lançadores muito menores. 


Missões desse tipo podem ficar bem mais baratas, visto que o custo de lançar um único quilo de massa na órbita da Terra é em torno de $20.000 (vinte mil dólares americanos). Além disso, a propulsão elétrica pode permitir manobras adicionando novas capacidades ao satélite durante uma missão. O motor iônico deverá impulsionar a próxima geração de naves espaciais.

O conceito de propulsão elétrica é matéria de estudo há muitos anos, mas somente agora os experimentos estão saindo do papel.
Atualmente, todos os projetos de energia elétrica utilizam gás xenon como propulsor, mas cientistas buscam por alternativas mais baratas já que esse gás é extremamente caro e é encontrado em quantidade limitada.

18 de mar. de 2015

Primeira caminhada espacial completa 50 anos hoje!

Cosmonauta soviético Aleksêi Leônov permaneceu pouco mais de 12 minutos fora da nave Voskhod 2. Difícil retorno à nave e silêncio no espaço ficaram guardados na memória do explorador.






Há exatos 50 anos, o cosmonauta soviético Aleksêi Leônov foi a primeira pessoa a realizar uma caminhada espacial. No total foram 12 minutos e 9 segundos fora da nave orbital Voskhod 2. Mas a experiência com Leônov por pouco não o levou à morte.
No vácuo, o traje espacial “Berkut” inflou, impedindo que ele reentrasse na nave. Para salvar a própria vida, o cosmonauta teve que quebrar o protocolo: reduziu a pressão dentro do traje para que ele diminuísse ao mínimo possível. Assim, conseguiu entrar ao contrário pela escotilha da Voskhod – não com os pés, mas com a cabeça.
Leônov, que comemorou seu 80º aniversário no ano passado, lembra que o que mais o impressionou no espaço foi justamente o silêncio. “Eu conseguia escutar claramente o meu coração batendo. E ouvia a minha respiração. Isso até incomodava o pensamento”, conta.
O som da respiração de Leônov foi inclusive gravado e transmitido para a Terra. Mais tarde, a gravação foi usada no filme de ficção científica “2001 – Uma Odisseia no Espaço”, do diretor americano Stanley Kubrick.

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Matéria original: Gazeta Russa

30 de jan. de 2015

Luas de Plutão: Kerberus e Styx


Em 02 de julho de 2013 as duas novas luas de Plutão descobertas pelo telescópio Hubble, em 2011 e 2012, foram “batizadas” pela União Astronômica Internacional (IAU). 

Os nomes foram escolhidos numa votação aberta ao público. O nome mais votado foi Vulcan, mas não foi escolhido por já ter sido usado para nomear um planeta hipotético que se localizava entre Mercúrio e o Sol. Os nomes deveriam fazer referência à mitologia clássica, para combinar com o nome das outras luas de Plutão: Nix, Hydra e Charon. 

As luas P4 e P5 como eram chamadas, ganharam os nomes de Kerberus e Styx.  O nome Cérbero sofreu uma alteração para Kerberus, para evitar uma confusão da lua de Plutão com o asteroide 1865 Cerberus.

Estima-se que Kerberus, tenha o diâmetro de 13 a 34 quilômetros e Styx, que parece ter uma forma mais irregular, tenha o diâmetro de 10 a 25 quilômetros. Como podem ver, as luas são tão pequenas quanto o planeta que orbitam. Kerberus e Styx são provavelmente asteróides do Cinturão de Kuiper, que foram atraídos pela força gravitacional de Plutão.

Na mitologia, Cérbero é um cão de três cabeças que guarda a entrada de Hades ao submundo dos mortos e, Styx (ou Estige) é uma deusa que governa sobre o rio subterrâneo que separa o mundo dos vivos do mundo dos mortos.

Neste ano de 2015, quando a nave New Horizons viajar pela orbita de Plutão, a NASA pretende fazer observações mais aguçadas sobre Kerberus e Styx, e quem sabe descobrir mais algum mistério sobre o nosso planeta-anão.


Mais um "evento" para adicionarmos na agenda astronômica desse ano. Agora é esperar que a NASA obtenha sucesso na missão e nos brinde com novas informações sobre Plutão e suas luas. O texto deste post foi redigido e enviado por Victor Henrique, participante do Grupo de Estudos do Astronomia no Vale do Aço. Obrigada pela contribuição, Victor!


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Informações obtidas em pesquisa sobre o assunto nos principais canais de informação científica. 
Nenhum trecho de autoria de terceiros foi reproduzido.

21 de nov. de 2014

Do espaço!

É bem bacana acompanhar as notícias vindas do espaço. Não sei vocês, mas a cada foto que vejo, cada vídeo que assisto, sinto um pouquinho (bem pouco, eu sei! hehe) de como é a experiência de estar lá em cima, vendo tudo sob uma perspectiva totalmente nova e que seria difícil de imaginar até algum tempo atrás.

Hoje a gente traz aqui pro blog um apanhado de fotos tiradas pelo astronauta Butch Wilmore, que foram publicadas agora a pouco na página da Estação Espacial Internacional (ISS, em inglês) lá no Facebook. Elas nos ajudam a entender um pouco mais sobre a geografia do nosso belo planeta.

Butch está vivendo na ISS há cerca de 2 meses, fazendo pesquisas que buscam nos dar maior conhecimento sobre o espaço e sobre a possibilidade de viajar cada vez mais longe, explorando o universo em que vivemos.

As luzes nos Estados Unidos e a belíssima Aurora Boreal vista à distância mais ao norte.

O Mar Vermelho.

Arábia Saudita, Kwait e uma tempestade de areia.

Nuvens sobre os oceanos próximo ao pôr do sol.

Cadeia de montanhas a oeste do Canadá.


Baía Hudson, a nordeste do Canadá, no Oceano Ártico.


Austrália, de Melbourne a Sidney, à noite.


Leste do Himalaia coberto de nuvens e neve . Platô desértico do Tibet, com lagos e neve. A oeste, o grande lago Nam Co, próximo à cidade de Lhasa, coberto com neve e nuves.


O Havaí.

E como não podia deixar de ser, a melhor selfie da semana!

Nas palavras do astronauta, "a ÚNICA coisa que você não pode ver no visor dele é o ENORME sorriso estampado em seu rosto". Segundo ele a experiência foi fantástica! Alguém duvida?


Todas as fotos são de propriedade da NASA e de Butch Wilmore. Para ver mais fotos tiradas por Wilmore e tantas outras dessa missão, você pode acessar a página de fotos da NASA, clicando AQUI!

Se tiver interesse, pode também curtir a página da ISS lá no Facebook e acompanhar o dia a dia da missão! ;) O link é esse AQUI.

Um bom fim de semana pra vocês!

12 de nov. de 2014

Robô Philae faz pouso histórico em cometa

Rosetta e Philae no cometa - foto da ESA

É a notícia do dia! 

O robô Philae pousou na superfície do cometa 67P/ Churyumov-Gerasimenko, nesta quarta-feira (12). O pouso foi confirmado pela Agência Espacial Europeia (ESA), em Darmstadt, na Alemanha.A sonda Rosetta, que custou à agência o equivalente a R$ 4 bilhões, conseguiu "alcançar" o 67P em agosto e iniciou seu voo ao redor do cometa para conferir sua superfície e descobrir o melhor lugar para seu robô Philae.Com tamanho semelhante ao de uma máquina de lavar roupas, o robô foi programado para pousar em uma área de um quilômetro quadrado, que foi batizada pelos cientistas de Agilkia.Dotado de um mecanismo de fixação em suas pernas, o robô lançou arpões na superfície do cometa, prendendo-se ao cometa.A missão Rosetta poderá dar início então à coleta de dados que, há dez anos, só poderia ser sonhada. Dotado de vários mecanismos, o robô coletará amostras do solo, fará análises e enviará fotos do núcleo - à medida que o cometa 67P continuará expelindo poeira e gelo em sua jornada rumo ao Sol.Essas informações ajudarão os cientistas a concluir se foi o bombardeio de cometas há bilhões de anos que teria trazido água e moléculas orgânicas simples para a Terra, abrindo caminho para a vida em nosso planeta.
A notícia completa, com fotos e vídeo você acessa aqui: CLIQUE

A cobertura ao vivo, você pode acompanhar no livestream: CLIQUE

Mais informações sobre a missão, acesse o site da ESA - Rosetta aqui:  CLIQUE
(em inglês)
Texto da reportagem: UOL, em São Paulo 12/11/2014 - 14:04
Informações adicionais: ESA 

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