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26 de ago. de 2015

Porque a Terra e a Lua estão sempre juntas?



A Força Gravitacional
Ao observarmos o movimento dos corpos celestes vemos que eles não são objetos errantes que seguem trajetórias quaisquer no espaço. Todos eles, sem excessão, percorrem órbitas bem determinadas obedecendo a leis gerais que são válidas em todo o Universo. Isto é importante por nos indicar que os corpos celestes estão sob a ação de forças que os mantém em suas órbitas. Melhor ainda, sabemos que os objetos na Terra interagem e conhecemos as leis que regem essas interações.

Observamos que ao usarmos a primeira lei de Newton e aplicarmos uma força sobre um corpo qualquer, uma pedra por exemplo, atirando-a para cima ela retorna à Terra. Por que isso acontece? Se a única força atuante sobre a pedra fosse o atrito com o ar que forma a nossa atmosfera, a pedra diminuiria a sua velocidade até parar e permaneceria flutuando no ar. No entanto, isso não ocorre. A pedra volta para a superfície da Terra. Uma situação tão simples quanto essa nos mostra que a Terra está exercendo algum tipo de força que atrai a pedra de volta para ela. O mesmo tipo de interação deve ocorrer entre todos os corpos celestes e a ela damos o nome de interação gravitacional.

A descoberta da lei que nos mostra de que maneira os corpos celestes interagem foi feita por Isaac Newton. Aplicando uma ferramenta matemática que ele havia recentemente desenvolvido, chamada fluctions e que hoje é conhecida como "cálculo diferencial", à órbita da Lua em torno da Terra, Newton foi capaz de determinar que a força da gravidade deve depender do inverso do quadrado da distância entre a Terra e a Lua. 

Ao mesmo tempo, hoje sabemos que, segundo a Terceira Lei de Newton, uma vez que a gravidade é uma força exercida por um corpo sobre outro ela deve atuar de modo recíproco entre as duas massas envolvidas. 


A Teoria da Gravitação de Isaac Newton 
Newton deduziu então que:

"A força de atração gravitacional entre dois corpos de massas M e m é diretamente proporcional ao produto de suas massas e inversamente proporcional ao quadrado da distância que os separa".


Para transformar a proporcionalidade em igualdade Newton introduziu uma "constante de proporcionalidade" na sua equação. Esta constante de proporcionalidade é a constante de gravitação de Newton, representada pela letra G e que tem o valor

G = 6,67 x 10-8 dinas centímetro2/grama2


Na equação acima "dina" é uma unidade de medida de forças. Ela corresponde a gramas.centímetro/segundo2. Uma outra unidade de força também comumente usada é o "newton" que equivale a quilograma.metro/segundo2.

Pela lei da gravitação universal a força de atração gravitacional entre a Terra e a Lua é dada por



onde G é a constante gravitacional, M é a massa da Terra, m é a massa da Lua, e d é a distância entre a Terra e a Lua.

Observações:
- a gravidade é a mais fraca entre todas as forças fundamentais.

- a gravidade é uma força de longo alcance. Veja, na equação acima, que não há qualquer limite para o valor de d, que é a distância entre os corpos.

- a gravidade é uma força somente atrativa. Não existe repulsão gravitacional.

É por causa dessas características que a gravidade domina várias áreas de estudo na astronomia. É a ação da força gravitacional que determina as órbitas dos planetas, estrelas e galáxias, assim como os ciclos de vida das estrelas e a evolução do próprio Universo. 

No final das contas, Terra e Lua se esforçam para ficar sempre juntinhas! hehehe 

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FONTES
Tirinha: Safely Endangered
Informações: Curso de Astrofísica Geral do Observatório Nacional 
Todos os direitos reservados aos autores.

10 de jul. de 2015

Interferência da radiação ultravioleta no surgimento da vida em outros planetas

A formação de moléculas complexas para o início da vida na Terra usou energia da radiação ultravioleta (UV), que bombardeava o nosso planeta ainda sem camada de ozônio. Mas, dependendo da intensidade, a radiação UV pode ajudar ou ser prejudicial para a origem da vida. 

Ilustração de um planeta como a Terra antes da vida ou uma camada de ozônio.

Cada vez mais os astrônomos estão focados em encontrar um planeta com condições para abrigar vida como conhecemos. Uma publicação no The Astrophysical Journal, apresentou uma modelagem planetária computacional que examina a interferência da radiação UV a partir de diferentes tipos de estrelas e as chances de vida em planetas não muito longe daqui. 

Com o constante avanço tecnológico nos telescópios e a próxima geração de missões, cientistas da pesquisa realizada na Universidade de Cornell nos Estados Unidos, acreditam que veremos todos os tipos de planetas extrassolares em todos os estágios da evolução. Pensando nas próximas descobertas, esse estudo se baseou em 4 modelos parecidos com diversas épocas do nosso planeta. 

O primeiro modelo escolhido foi um mundo sem vida, semelhante aos primórdios da Terra, com uma atmosfera dominada pelo dióxido de carbono a cerca de 3,9 milhões de anos atrás. O segundo retrata um planeta experimentando o primeiro oxigênio atmosférico e o processo de biossíntese a 2 bilhões de anos. Um outro modelo é semelhante ao início da vida multicelular a cerca de 800 milhões de anos atrás, onde o oxigênio era cerca de 10 por cento do nível atual. Por último, um mundo semelhante ao nosso planeta atualmente. 

A modelagem é muito mais complexa do que simplesmente expor um planeta a uma quantia fixa de radiação. Não é apenas a intensidade da radiação UV que tem impacto biológico, mas deve levar em conta também o comprimento de onda. 

Para o desenvolvimento do modelo, os cientistas consideraram somente estrelas da faixa espectral do tipo F ao tipo M (estrelas mais frias), descartando as estrelas mais quentes, uma vez que queimam rapidamente não contribuindo para a evolução da vida multicelular. 

Tabela com temperatura média superficial das estrelas de acordo com a Classificação Estrelar.

O estudo mostrou que as estrelas frias encontradas recentemente produzem menos radiação que afeta formas de vida. Nos modelos computacionais, a medida que os níveis de oxigênio aumentava, menos radiação UV atingia o solo a partir de estrelas mais quentes. Isso porque esses planetas tinham uma densa camada de ozônio.  

Os autores concluíram que, antes da vida surgir, um planeta semelhante à Terra, orbitando a estrela mais brilhante do modelo, receberia 6 vezes a radiação biologicamente eficaz, como no início do Sol e 3.520 vezes os níveis de UV do sistema Sol-Terra atual. Já um planeta que orbita uma anã vermelha recebeu 300 vezes menos radiação biologicamente eficaz e cerca de 2 vezes os níveis do Sol-Terra atual, mesmo antes do surgimento de vida e da camada de ozônio. 

Esse estudo é fundamental para identificarmos os possíveis planetas que podem abrigar vida, analisando não somente o planeta isolado, mas todo o sistema em que esta envolvido. 



26 de jun. de 2015

Por que o interior da Terra é quente?

Por que o interior da Terra é quente?

Recentemente discutimos essa questão no Grupo de Estudos do Astronomia do Vale do Aço. Hoje o portal UOL Ciência publicou essa matéria super legal e muito esclarecedora, e corremos para compartilhá-la aqui com vocês. 

O texto é da Tatiana Pronin, do UOL em São Paulo. 

Diego Paredes/Parque Nacional Galápagos/EFE
No passado geológico, nosso planeta era muito quente. Pesquisas indicam que ele se originou há cerca de 4,6 bilhões de anos, após uma grande explosão. Com o passar do tempo, houve um resfriamento lento e gradual, mas o interior da Terra, rico em ferro e níquel, ainda guarda bastante calor.
"A radioatividade, ou seja, a emissão espontânea de partículas radioativas pela desintegração de isótopos que existem em minerais e rochas do interior da Terra, também explica o calor no interior do planeta", afirma Alexandre Uhlein, professor e pesquisador do departamento de geologia da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).
Quanto mais profunda a camada, mais quente fica o interior da Terra, o que constitui um gradiente geotérmico. "Nas primeiras centenas de quilômetros, a temperatura aumenta cerca de 30 ou 40 graus centígrados. Porém, a partir de uma certa profundidade, essa variação muda, com grande redução nessa taxa de profundidade, pois entra em ação o fator pressão", continua o professor e pesquisador Norberto Sgarbi, também do departamento de geologia da UFMG.

Até 6.000 graus

Os especialistas estimam que o núcleo da Terra tenha 5.000 graus centígrados, ou seja, é muito quente. Mas, em uma pesquisa recente, publicada na revista Science, pesquisadores do Laboratório Europeu de Radiação Síncroton (ESRF, na sigla em inglês) defenderam que a estimativa mais precisa é de 6.000 graus.
A verdade é que nenhuma sonda até hoje conseguiu alcançar o núcleo do planeta, que fica a milhares de quilômetros do solo. O que a equipe do ESRF fez foi utilizar um feixe de raios-X para analisar uma amostra. De qualquer forma, ainda são necessárias confirmações até que o novo valor - 1.000 graus superior ao atual - seja utilizado como referência.

Resfriamento

Existe risco de que o interior da Terra resfrie com o passar do tempo? "Não existe risco, mas certeza desse resfriamento", responde Sgarbi. Como as rochas que cobrem o interior não são boas condutoras de calor, no entanto, isso só deve ocorrer de forma gradual, dentro de bilhões de anos.
Quando o resfriamento total ocorrer, o provável é que o campo magnético que protege a Terra diminua muito ou se encerre, e a radiação solar acabe com a nossa atmosfera, ou torne muito difícil viver nela. Portanto é bom que o processo seja bem lento, mesmo.

Veja, a seguir, as camadas que compõem o interior da Terra:


Crosta - a camada mais externa é subdividida em continental e oceânica. A primeira é rica em silício e alumínio. As rochas principais são o granito e também há potássio, urânio e tório. As espessuras são de 25 a 70 km. Já a crosta oceânica é rica em sílica e magnésio. Suas rochas principais são os basaltos, e as espessuras são de 7 a 10 km.


Manto - é a camada mais espessa, com 2.885 km. Os principais minerais são a olivina magnesiana e os piroxênios, além de granadas e espinélio.



Núcleo - é subdividido em externo e interno. O externo é uma camada líquida, constituída por metais fundidos como ferro e níquel. Já o interno é formado por ligas metálicas sólidas, também de ferro e níquel. Juntas, as camadas alcançam a espessura de 1.271 km. 

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Publicado originalmente em: UOL Ciência, 23/06/2015

24 de jun. de 2015

A “segunda Lua” da Terra que você provavelmente não conhecia

Foto da Lua tirada por Ludmila Deslandes, colaboradora do Astronomia no Vale do Aço,
com auxílio do monitor Warley Souza. Para a foto, foram utilizados câmera de
smartphone de 8mp e  telescópio dobsoniano de 208mm, com ocular de 10mm. 

Desde muito novos fomos apresentados a um objeto grande e muito brilhante no céu que os nossos ancestrais já chamavam de Lua. A Lua, que desperta forte admiração desde os astrônomos até os bons amantes, símbolo de músicas e poesias, desde milhares de anos. Todos nós a conhecemos e já nos pegamos alguma vez admirando sua beleza no céu noturno.

Mas quando falamos na existência de uma segunda Lua, é de se estranhar não é mesmo? Mas não se assuste, essa história de “segunda Lua” era desconhecida até mesmo pelos astrônomos até pouco tempo.

O que acontece é o seguinte: por uma definição mais científica, definimos a Lua como “satélite natural da Terra”. E recentemente, em 1997, outro objeto, que foi definido como “satélite quasi-orbital da Terra” e recebeu o nome Cruithne 3753, foi descoberto pelos astrônomos. O termo “quasi-orbital” significa que ele não gira em torno da Terra em uma bela elipse, da mesma forma que a lua, ou mesmo os satélites artificiais que estão na nossa órbita.

Cruithne leva cerca de 364 dias para dar uma volta ao redor do Sol, quase o mesmo que a Terra - é por isso que ele parece seguir a Terra e também por isso que ele foi chamado poeticamente (mas tecnicamente incorretamente) de nossa "segunda lua."

Em primeiro lugar, uma rápida explicação do por que Cruithne não é realmente uma lua, em seguida, uma explicação do por que muitos se recusam a aceitar esse fato. Não é uma lua, porque, bem, é um asteroide. Cruithne orbita o Sol, e não a Terra, e seu padrão orbital definitivamente não está ligado à Terra. 


Na imagem, a Lua à esquerda, a Terra ao centro e Cruithne à direita. A imagem é do portal Discovery,
que nomeou Cruithne o "parceiro de dança orbital da Terra". 

De maneira nenhuma Cruithne se caracteriza como um corpo secundário orbitando a Terra - então por que é tão frequentemente referido dessa maneira?

O fato de seu período orbital ser bem semelhante ao da Terra faz com que a tendência seja que esse pequeno corpo celeste se mova em conjunto com a Terra por longos anos, isso faz alguns insistirem em caracterizá-lo como a nossa “segunda Lua.”

A órbita de Cruithne se diferencia muito da Terra em seu formato, não é nem um pouco regular. Veja o vídeo abaixo, que oferece uma ótima visibilidade da órbita do asteroide. Visto desta perspectiva, fica mais fácil de perceber que o corpo não pode ser caracterizado com uma segunda Lua.




Ainda que Cruithne não seja a tão falada segunda lua da Terra, faz parte de uma grande série de objetos que são importantes para os estudos espaciais, conhecer os corpos que orbitam próximos a nós e suas características pode ser o início de muitas explorações futuras. Quem sabe, Cruithne possa, assim como a Lua, um dia ser visitado por nossos astronautas? Seria, sem dúvidas, uma grande conquista para o mundo da Astronomia.

Bacana, não acham? 


20 de mai. de 2015

Estrela anã poluída poderia ser a chave da origem da água na Terra

     Crédito da foto: Vista do artista de uma posição de uma estrela anã branca. ESA / Hubble, CC BY.

Os astrônomos descobriram uma estrela anã branca com uma atmosfera poluída que pode dar uma “luz” sobre de onde a água da Terra vem e quanta água existe fora do nosso próprio sistema solar.

Uma questão importante em ciência planetária é se a água na Terra já estava presente no material primordial que formou o nosso planeta ou se foi plantada aqui por colisões com organismos como asteroides, cometas e protoplanetas.


Oxigênio na atmosfera

Nova pesquisa feita por uma equipe de astrônomos britânicos e alemães sugere que a entrega de água por colisão pode ser comum em outros sistemas estelares fora do nosso sistema solar. Eles chegaram a essa conclusão através da medição da composição química da atmosfera de uma estrela anã branca, apelidada SDSS J1242.

As anãs brancas são essencialmente cadáveres de ex-estrelas. A maioria dos sóis de baixo ou médio porte vão se tornar anãs brancas no final de sua vida útil. A forte gravidade de superfície dentro dessas estrelas faz com que elementos mais pesados, como carbono e oxigênio, ao afundar-se a seus centros, deixem atmosferas simples de hidrogênio e hélio.

A atmosfera da SDSS J1242 é dominada por hélio, mas os pesquisadores também descobriram grandes quantidades de oxigênio e hidrogênio, juntamente com formadores de rocha, elementos como magnésio, silício e ferro.

                                                                                                               Crédito da foto: ESA

Principais candidatos

Os cometas são conhecidos por conter água e, por algum tempo, pareciam ser os candidatos mais promissores para a transferência de água para a Terra. No entanto, um corpo crescente de medições tem sugerido que a água encontrada em cometas é de uma espécie diferente da encontrada na Terra. Isto é porque a água dos cometas contém mais deutério - um isótopo pesado do hidrogênio - que a água na Terra.



                                    Cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko. Possui o tipo errado de água. Crédito: ESA


A detentora do recorde até então era a água encontrada no cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko, medida pela sonda Rosetta, em 2014, que tem um nível de deutério 3,4 vezes maior que a da água na Terra. Os pesquisadores, portanto, agora depositam suas esperanças em asteroides. Enquanto eles hoje são objetos secos, áridos, possuem uma química semelhante a da terra e podem ter contido muito mais água quando o sistema solar se formou.

A descoberta de água doada pelo asteroide anã branca SDSS J1242 apareceu para acrescentar peso à hipótese. Mas, como os autores deste estudo enfatizam, se a quantidade de carbono no J1242 acaba por ser o mesmo que o do nosso sol, todo o oxigênio detectado poderia ter sido entregue na forma de dióxido de carbono em vez de água. Enquanto os autores argumentam que isso é improvável, observações de maior qualidade em comprimentos de onda ópticos e ultravioletas poderiam fornecer uma resposta definitiva.

Observações futuras de outros sistemas planetários e estudo mais detalhado das anãs brancas poluídas serão importantes para estabelecer o papel dos asteroides como uma fonte de água e talvez a vida, na Terra e em outros mundos.


Fonte: IFL Science


17 de abr. de 2015

O que os astronautas veriam ao reentrar na Atmosfera?


Há sempre muita pompa e circunstância em torno dos lançamentos de foguetes que levam astronautas até a Estação Espacial Internacional, a ISS, e ficamos sempre contentes quando podemos ver seu retorno em segurança de volta à Terra. Mas como é realmente essa experiência? O que veria um astronauta se desse uma espiadinha pela janela enquanto reentra a atmosfera terrestre?

Que tal uma amostrinha?



Esse GIF foi produzido a partir de um curta lançado pela NASA em dezembro do ano passado, entitulado "Por dentro da ISS", uma iniciativa da agência espacial americana de aproximar a realidade da exploração espacial do cidadão comum.

A ESA, agência espacial européia também tem feito trabalhos nesse sentido. Além de permitir que toda a comunidade mundial tenha acesso ao que acontece no espaço, as informações recolhidas também servirão de material de pesquisa e aprimoramento para futuras expedições.

O vídeo completo de "Por dentro da ISS", você pode assistir clicando no link abaixo. O áudio é em inglês. Legenda disponível apenas em inglês também.



Até a próxima, pessoal!

16 de abr. de 2015

A Terra mais leve?

Estudos apontam que a Terra está mais leve. E a razão não é boa!

Imagem: reprodução
Mesmo recebendo cerca de 40 mil toneladas de partículas espaciais todos os anos, o planeta Terra não está ficando mais pesado. Ao contrário, está perdendo massa em um ritmo muito mais acelerado, ficando muito mais leve todos os dias.

Diariamente, em média 110 toneladas de materiais vindos do espaço penetram a atmosfera da Terra e se juntam à massa que forma o planeta. São asteroides, cometas, meteoros ou partículas vindas de muito longe, que anualmente somam mais de 40 mil toneladas.

Além desses detritos espaciais, a Nasa também estima um incremento de 160 toneladas anualmente devido à elevação da temperatura global. Isso é explicado pelas leis da termodinâmica, pois se adicionarmos energia a um sistema, sua massa também aumenta.

Apesar de serem números bastante expressivos, principalmente se considerarmos os bilhões de anos que isso acontece, nosso planeta não ganha peso. Ao contrário, fica mais leve.

De acordo com um estudo feito pelo pesquisador Chris Smith, da Universidade de Cambridge, no Reino Unido, embora entrem cerca de 40 mil toneladas todos os anos, nosso planeta perde 95 mil toneladas, mais que o dobro do que entra.

Perdendo Nada
É importante destacar que embora ocorram retiradas sistemáticas de minérios e petróleo do subsolo, esse material não deixa a Terra, pois de alguma forma é transformado em algo que será usado ou consumido aqui mesmo, gerando resíduos que aqui também permanecerão. Em outras palavras, o homem não tem papel nessa perda de peso.

Perdendo Pouco
Segundo Smith, parte da perda da massa ocorre no centro da Terra, onde há bilhões de anos o núcleo queima combustível nuclear por decaimento radioativo. Assim, quanto menos energia, menos massa (novamente, a lei da termodinâmica em ação). No entanto essa perda é muito pequena, de aproximadamente 16 toneladas ao ano, praticamente nada perto das 40 mil toneladas que entram.

Perdendo Muito
O grosso da perda de peso da Terra ocorre bem acima das nossas cabeças, lá na alta atmosfera. De acordo com o estudo, anualmente escapam da Terra 95 mil toneladas de hidrogênio e 1600 toneladas de hélio, que por serem muito leves não são retidos pela gravidade e se dissipam no espaço.

Resumindo, o resultado é uma perda de massa de cerca de 50 mil toneladas todos os anos, principalmente dos gases.

Consequências
Embora a perda de hidrogênio seja extraordinariamente grande - 95 mil toneladas por ano - a quantidade do gás presente na Terra é tão grande que levaria trilhões de anos para o esgotamento.

O hélio é outra história. Ele representa apenas 0,00052% do volume da nossa atmosfera. É obtido principalmente através de um processo chamado de destilação fracionada e devido à sua utilidade está se tornando cada vez mais escasso em nossa atmosfera.

Para Robert Richardson, ligado à Universidade de Cornell e ganhador do Premio Nobel de Física "a situação da reserva de hélio atmosférico é tão preocupante que cada balão de festa preenchido com o gás deveria ser acompanhado de uma etiqueta de 100 dólares".

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Texto reproduzido integralmente a partir de apolo11.com
Todos os direitos reservados ao autor.

14 de abr. de 2015

Os Planetas do Sistema Solar - Terra

O planeta da Vida! Um mundo dinâmico, abundante em água no estado líquido e superfície em constante mudança. 

Imagem da Terra registrada pelo satélite Suomi NPP. 

História 
Não sabemos ao certo a origem do nome do nosso planeta. Para os astrônomos gregos, o planeta era conhecido por Gaia (Titã  que representava a fertilidade). Após a derrota dos Titãs pelo deus do Olimpo ZeusHera passou a representar a fertilidade, porém o nome do planeta Terra continuou o mesmo. Na mitologia Romana, adotaram o nome Terra em homenagem à deusa do solo fértilTellus. 

Observações 
Com o avanço tecnológico, a curiosidade e a necessidade de mais conhecimentos sobre o planeta onde vivemos, foram enviados à orbita diversos satélites. Entre eles  esta o primeiro satélite meteorológico do mundo, enviado nos anos 50 pela NASA pelo projeto TIROS - Satélite de Observação de Televisão Infravermelho. O LANDSAT, também pioneiro na observação terrestre, lançado em 1972 trouxe dados essenciais sobre o planeta. e atualmente o programa Earth Science Enterprise, lançou e coordena 19 satélites em órbita que observam mudanças da Terra e suas consequências, o EOS (Sistema de Observação da Terra). 

Atmosfera 
Camada fina de gás que envolve a Terra, rica em oxigênio e nitrogênio, a atmosfera estende-se por cerca de 500 quilômetros acima da superfície, mas a maior parte esta a menos de 16 quilômetros do planeta. 
Essa camada gasosa bloqueia a passagem da maior parte da radiação ultravioleta proveniente do Sol, impedindo-a de atingir a superfície terrestre e também é responsável por evitar temperaturas extremas no nosso planeta. A pequena quantidade de dióxido de carbono na atmosfera gera o  conhecido efeito estufa, ao contrário do que algumas pessoas imaginam, ele não é o vilão do nosso planeta, mas sim fundamental para a manutenção da vida na Terra, sem ele, a temperatura  global cairia suficiente para congelar os oceanos. Mas como qualquer excesso é prejudicial, ao produzimos dióxido de carbono, contribuímos para o aumento do efeito estufa e como consequência o aumento da temperatura global. | Na imagem: atmosfera terrestre. Por ser gasosa, o limite entre o topo da atmosfera e o resto do espaço não é bem definido.

Estrutura 
A Terra é um planeta rochoso, com superfície sólida de inúmeras montanhas, vales, cânions, planícies, e outras geomorfologias que variam de acordo com o clima e localização. Uma característica marcante do nosso planeta, é o grande volume de água, que corresponde a cerca de 70% da superfície terrestre. 

O interior de planeta é dividido em camadas. A superfície é coberta por água e placas continentais, que flutuam no manto terrestre subjacente parcialmente derretido, que fica acima do manto rochoso sólido e o núcleo central, formado por ferro e níquel, quente e denso. | Na imagem: desenho representativo da estrutura interna do planeta Terra.

Órbita 
Com diâmetro de 12.756 quilômetros, o planeta Terra tem seu dia com 23 horas 56 minutos 4 segundos de duração, o tempo gasto para completar o movimento de rotação (uma volta em torno de si mesma). A distância média do Sol é de 149,6 milhões de quilômetros ou uma unidade astronômica (UA). A translação do planeta possui trajetória elíptica e leva 365 dias, 5 horas 48 minutos 45,97 segundos para completar o movimento à 107244 quilômetros por hora, conhecido como ano terrestre. 

Satélite Natural
Único satélite natural do planeta Terra, a gravidade da Lua atrai a Terra, fazendo os oceanos dos dois lados do planeta se abaularem, produzindo as marés. Como as forças de maré tornam a rotação da Terra mais lenta, a Lua se afasta do nosso planeta cerca de 3 centímetros por ano.

Aurora Boreal e Austral 
A entrada de partículas de vento solar na atmosfera superior e a interação do campo magnético da Terra podem produzir fantásticas aparições no céu noturno, conhecida como aurora boreal ou aurora austral 

Ao entrar na atmosfera terrestre, as partículas de vento solar colidem nos íons de oxigênio e nitrogênio e transferem para eles sua carga de energia. Ao voltar para suas órbitas originais, os elétrons nos átomos de oxigênio e de nitrogênio irradiam energia em forma de luz. Essa luz produz a aurora, e as diferentes cores provêm da irradiação dos diferentes íons. 

Esse fenômeno ocorre nos pólos terrestres, no Norte é conhecido como aurora Boreal, já no Sul recebe o nome de aurora Austral.

Imagem capturada no Canadá, Aurora Boreal. 


Fontes: Aurora BorealImagem Estrutura InternaAtm Revolution, Livro: Guia Ilustrado Zahar Astronomia (Ian Ridpath)
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